Este é um livro diferente - como todos os de Elie Wiesel. Misto de drama, tragédia, ensaio filosófico, diatribe teológica, e crônica. Nada nele é real, mas tudo nele é inteiramente verdadeiro. Wiesel, criativo ao extremo, não inventa nada: qualquer coisa que ele tenha criado é muito menos fantástica do que as situações que ele viveu concretamente, na assim chamada "realidade". Um Crepúsculo ao Longe é o último romance de Elie Wiesel. A saga dos que escaparam aos horrores do Holocausto é levada, aqui, mais um ponto adiante. Agora não mais apenas os homens esmagados estão loucos, por não suportarem as dores a que as submeteu o seu destino. Aqui estão Adão, Caim, Abrahão, Job e vários outros. Todos internados num hospício com "delírios místicos". "Místicos"? Não, não. Seus delírios apenas questionam a realidade louca que foram obrigados a viver. Davy Bogomoletz
