Piers Sparkenbroke, o personagem central do romance de Morgan, é um poeta que, ainda criança, anuncia uma vocação de ser extraordinário: esconde-se no mausoléu da família para tentar descobrir se, além túmulo, "uma vida existe como a imaginamos, na qual a morte não afeta o corpo nem a alma." Criança que pressentia o grande poeta que viria a ser. Além de reflexões sobre a morte, sobre a vida, Sparkenbroke coloca o leitor diante de duas grandes questões: o amor, que descobre seus próprios caminhos além das convenções, além do corpo, e a problemática da criação literária. Piers divide conosco a perplexidade diante da obra de arte que escreve, um poema sobre Tristão e Isolda, e a enorme tarefa que compete aos poetas, de traduzir grandes experiências e sentimentos por meio de simples palavras.

