Between Shades of Gray -

    Ruta Sepetys

    Speak
    2012
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9780142420591

    Fifteen-year-old Lina is a Lithuanian girl living an ordinary life—until Soviet officers invade her home and tear her family apart. Separated from her father and forced onto a crowded train, Lina, her mother, and her young brother make their way to a Siberian work camp, where they are forced to fight for their lives. Lina finds solace in her art, documenting these events by drawing. Risking everything, she imbeds clues in her drawings of their location and secretly passes them along, hoping her drawings will make their way to her father's prison camp. But will strength, love, and hope be enough for Lina and her family to survive?

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    Talita Amorim Fernandes picture
    Talita Amorim Fernandes30/08/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esperança em meio a guerra.

    No Brasil, o livro foi publicado pela editora <b>Arqueiro</b> sob o título: A Vida em Tons de Cinza. Após a Lituânia ter sido invadida e se tornar parte da URSS, os soldados são instruídos a mover as pessoas de uma "lista". Após o pai de Lina, um professor universitário provost, não voltar para casa, Lina, seu irmão e sua mãe são forçados a deixar sua casa as pressas no meio da noite. "Eu não tinha ideia do quão rápido era mudar, desaparecer. Se eu soubesse, eu teria olhado o meu reflexo, o memorizado. Seria a última vez que eu olharia em um espelho de verdade por mais de uma década." p. 12 Os soldados os levam até um caminhão com mais pessoas: professores, bibliotecários, um colecionador de selos. Depois, são colocados em trens que costumam mover gado. Lina e Jonas escapam do vagão, parado na estação, a tempo de encontrarem outro, onde finalmente encontram seu pai. Ele fala para Lina ajudá-lo a um dia se reunirem, já que Lina possui um talento nato para desenhar. "Você defende o que é certo, Lina, sem esperar por gratidão ou prêmio." p. 9 Depois disso, o trem segue para a URSS. São dias, semanas e meses em que as pessoas são privadas de sua liberdade. Quanto a Lina, ela fica cada vez mais ultrajada com o tratamento a que são submetidos. Apesar disso, começa a ilustrar os lugares que passam em um lenço, que espera que um dia chegue as mãos de seu pai, e que eles possam se reunir após aquele horror terminar. Eles são deixados em uma fazenda de beterrabas, um campo de trabalho. Por um dia de trabalho, ganham sua "ração", um pedaço de pão ou um legume que não serve para encher suas barrigas. Sofrem humilhações e privações diariamente. Muitos adoecem e morrem, por falta de cuidados médicos. "Como poderíamos nos defender, se todos estão cobertos de medo e se recusam a falar?" p.55 Esse livro se tornou um dos meus favoritos! Amo livros sobre a guerra, pois apesar de mostrarem várias atrocidades, o pior lado da humanidade, também mostram que a humanidade tem um lado bom. Mesmo que uma pessoa seja privada de sua liberdade, de sua honra, ainda assim é capaz de atos de bondade, de amor. Uma das personagens mais tocantes do livro é a própria mãe de Lina. Sempre bondosa, sempre buscou ser útil, nunca perdeu sua fé ou esperança. Um verdadeiro exemplo de como a guerra não destruiu seu interior, sua essência. Recomendo a leitura deste livro para todos. Esse lado da história pode ser menos conhecido do que, por exemplo, o nazismo, mas não foi menos impactante ou cruel. Esse livro foi escrito por uma filha de imigrantes da Lituânia, que teve parentes que sofreram estes horrores. Esse livro é uma voz para eles.

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