Os dois ensaios apresentam perspectivas que ampliam o debate em relação ao desenvolvimento dos povos americanos. Enquanto o primeiro analisa o processo civilizatório, o segundo classifica as formações socioculturais em tipologias para os povos do continente. Essa classificação foi dividida em categorias: povos-testemunho, povos-novos, povos-transplantados e povos-emergentes. Isso permite compreender que as diferenças entre os países não são apenas econômicas, mas resultado de trajetórias históricas distintas, ligadas com a forma como cada sociedade foi inserida no sistema colonial. Colônias europeias, essas que, além da exploração econômica, resultaram também na perda da identidade na grande maioria dos povos originários. Em relação aos negros escravizados, dentro da tipologia povos-novos, o autor discorre da seguinte forma: "A distribalização do negro em sua fusão nas sociedades neo-americanas constituiu um dos mais portentosos movimentos de população e o mais dramático processo de deculturação da história humana." Ao contrário do que se pensa, trata-se de um processo histórico complexo profundo.


