As Fofocas da Celeste - Coleção Castelo Rá-Tim-Bum

    Flávio de Souza

    Companhia das Letrinhas
    1996
    47 páginas
    1h 34m
    ISBN-10: 8585466545
    Português Brasileiro

    Quem não se lembra da Celeste, a cobrinha mais enxerida - mas também a mais simpática - da televisão brasileira? Pois neste livro os leitores da Coleção do Castelo vão conhecer melhor essa adorável criatura sibilante. Aqui ela convida os amigos para visitar todos os recantos da sua toca. Opa! Todos não. O banheiro estava bagunçado demais! Mas isso não importa. Sendo uma das mais antigas habitantes do Castelo, Celeste conhece histórias das quais ninguém mais se lembra. Por exemplo: você sabia que a Morgana tinha um marido? E que esse marido ainda vive e passa o dia de pijama lá no quarto da feiticeira? Além de curiosidades íntimas como esta, Celeste conhece tintim por tintim as verdadeiras histórias do Gato Pintado, do Porteiro, do Tap e do Flap e do Ratinho. Como este é o livro de uma genuína fofoqueira, também não poderiam faltar mexericos sobre namorados e casais. E não é que a Celeste anda espalhando por aí que a Biba e o Pedro estão namorando! Será verdade? Para saber, só lendo.

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    Maciel Muss Sein picture
    Maciel Muss Sein29/10/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro As Fofocas da Celeste, escrito e ilustrado por Ziraldo, é uma divertida e inteligente obra da literatura infantil brasileira que combina humor, crítica social e leveza. Com sua linguagem simples, irônica e cheia de musicalidade, Ziraldo cria uma narrativa envolvente que diverte crianças e, ao mesmo tempo, provoca reflexões nos adultos. A protagonista, Celeste, é uma menina curiosa e faladeira que adora contar — e aumentar — as histórias que ouve por aí, transformando pequenos acontecimentos do dia a dia em grandes fofocas. A trama gira em torno das peripécias de Celeste em sua cidade. Com o olhar atento e a língua afiada, ela observa tudo o que acontece ao seu redor: vizinhos, amigos, professores e até a própria família. Nada escapa de seus comentários. Entretanto, como toda boa “fofoqueira”, Celeste nem sempre verifica se o que ouviu é verdade. À medida que suas histórias se espalham, as confusões aumentam, e as consequências de suas palavras começam a aparecer. Ziraldo usa essa premissa simples para abordar um tema atemporal e muito atual: o poder da palavra e os perigos da fofoca. De maneira divertida, o autor mostra como um comentário mal interpretado pode crescer, se distorcer e causar mal-entendidos. A história ensina que falar demais, sem pensar, pode magoar pessoas, e que nem tudo que se ouve deve ser repetido. Com seu estilo característico, Ziraldo combina texto leve e ilustrações expressivas, que complementam perfeitamente a narrativa. As cores vibrantes e os traços caricatos ajudam a transmitir a energia da protagonista, dando ritmo e humor às situações. Celeste é apresentada como uma figura cativante — não uma vilã, mas uma menina como tantas outras, que fala por impulso e aprende, com seus erros, o valor da responsabilidade. A linguagem é um dos grandes encantos da obra. Ziraldo brinca com ditados, trocadilhos e expressões populares, criando um texto sonoro e cheio de ritmo, ideal para leitura em voz alta. O tom é coloquial e divertido, permitindo que o leitor mergulhe nas conversas da pequena fofoqueira como se estivesse participando delas. Além do humor, há uma mensagem educativa importante: o livro convida o leitor a refletir sobre ética, empatia e respeito. Ao final, Celeste percebe que a fofoca pode ferir e que é preciso pensar antes de falar. O aprendizado é transmitido de forma leve, sem moralismo, o que torna a história encantadora e eficaz como ferramenta pedagógica. Em resumo, As Fofocas da Celeste é uma obra que diverte e ensina ao mesmo tempo. Com seu humor inteligente, suas ilustrações vibrantes e sua crítica bem-humorada ao comportamento humano, Ziraldo entrega mais um clássico da literatura infantil brasileira. É um livro sobre convivência, comunicação e amadurecimento — uma leitura deliciosa para crianças e um lembrete sutil para os adultos de que, às vezes, é melhor ouvir do que falar demais.

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