Alô, gente? Como que esse livro existe e as pessoas não comentaram sobre ele? 12 pessoas marcaram como lido, apenas?
Eis que um dia qualquer eu estava vagando pelo catálogo do Prime Reading a procura de algo interessante para ler, quando bato olho nessa capa deveras simples e nesse título deveras instigante. Quer dizer, não tem nada de muito chamativo em ambos, mas rolou um feeling ali. Foi só quando eu li a sinopse que tive certeza que leria essa história, então comecei imediatamente.
E, MANO, O QUE FOI ESSE LIVRO?
Na real a história é exatamente isso que a sinopse sugere: um adolescente gay às portas do vestibular sem saber o que quer da vida. E, no geral, a história não gira em torno de grandes acontecimentos. É tudo muito simples. Então o que me fez dar uma nota (que eu considero) alta para esse livro? A NARRATIVA.
Sério, gente. Vamos diminuir a quantidade de YAs importados que a gente lê e prestigiar mais o trabalho nacional. Porque, olha, esse livro dá um show de narrativa. Logo na primeira página eu já estava fisgado. A história é narrada por meio do fluxo de consciência do protagonista, Caco, então rolam umas brisas muito loucas, porém MUITO reais. O Caco é um protagonista tão sólido que parece até uma autobiografia.
Além disso, existem várias gírias, expressões, coloquialidades que caem muito bem ao ritmo do livro. Há quem reclame das repetições de palavras e vícios de linguagem, mas nesse caso eu discordo completamente. Em certas obras essas repetições podem aparentar certa falta de prolixidade por conta do autor, só que aqui foi como uma escolha pra tornar o personagem mais verossímil, afinal, o Caco é só um adolescente que possui seus vícios linguísticos.
Um dos melhores livros que li esse ano, e o Caco é o personagem fictício com quem mais me identifiquei até hoje.
Leiam essa belezinha.