"Earthblood", 1966. Keith Laumer e Rosel Brown dão-nos com este romance uma das obras mais sensacionais entre as que últimamente se publicaram no campo da ficção-científica. Livro extraordinário, produto de uma fértil imaginação, Sangue da Terra arrebata o leitor mais experimentado, transportando-o a domínios insuspeitados que só os autores souberam construir. A ficção-científica situa-se no campo do possível. A fantasia criadora constrói universos, imagina situações, tece conflitos e só mais tarde é que o possível se tornou real. Sangue da Terra é, sob alguns aspectos, uma obra "profética", em que o futuro se perfila ainda no presente, numa antevisão a que não falta verosimilhança. Keith Laumer e Rosel George Brown creditam-se entre os melhores escritores contemporâneos da ficção-científica e estamos certos de que vão empolgar os nossos leitores, conquistando, desde logo, um lugar de eleição. A Colecção Argonauta vai ter, neste 160º lançamento, mais um êxito digno de menção, para o qual contribui a imaginosa capa do pintor Lima de Freitas, e a impecável tradução de Eurico da Fonseca, um especialista que desde há muito figura entre os nossos tradutores habituais


