Publicada pela primeira vez em 1997 nos Estados Unidos, Terra X mostra um futuro alternativo para o Universo Marvel, idealizado pelo ilustrador Alex Ross. A trama, originalmente narrada numa maxissérie em 12 edições, é ambientada num futuro no qual os habitantes da Terra tornam-se superpoderosos, e mostra como esse novo status quo afeta os antigos heróis e a vida em todo o planeta. Escrita por Jim Krueger, com arte de John Paul Leon e Bill Reinhold, a obra deu origem a mais duas maxisséries: Universe X e Paradise X.
Terra X (Trilogia X #1) -
Alex Ross, Jim Krueger, John Paul Leon, Bill Reinhold
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Publicado na Integra pelo Site Universo HQ: http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/review_TerraXCompleta.cfm Positivo/Negativo: Em novembro de 2001, este resenhista conferiu as quatro primeiras notas zero da história do Universo HQ. E foram para as edições da minissérie Terra X, da Mythos: # 1, # 2, # 3 e # 4. Na época, a classificação mínima não foi por a história ser ruim ou mal desenhada, mas sim porque a obra foi mutilada de forma vexatória pela editora. Nada menos que 150 páginas (84 de HQs e 66 de matérias) foram cortadas sumariamente para que a Mythos publicasse sua versão "enxuta" de Terra X. Em diversas passagens, sem nenhum pudor, os "adaptadores" reescreveram a história para ligar sequências que, no original, nada tinham a ver. Além disso, as revistas saíram com erros de português e de edição absurdos. Agora, oito anos depois, finalmente Terra X é publicada na íntegra no Brasil, pela Panini. Mas, por ironia do destino ou uma chance para se redimir, os dois mentores da versão mutilada da obra, Helcio de Carvalho e Jotapê Martins, constam dos créditos desta edição completa. E quem lê o álbum constata que Terra X não merecia o péssimo tratamento que recebeu em 2001. A história não é nenhuma obra-prima, mas é, sim, interessante. A começar pelo roteiro. Mais do que construir o futuro apocalíptico do Universo Marvel, Jim Krueger e Alex Ross se preocuparam em explicar o seu "funcionamento". Para isso, ligaram as origens de todos os seres superpoderosos da Terra aos Celestiais. E como o leitor vai descobrindo esses desdobramentos pouco a pouco, junto com X-51, vê que o conceito é muito bem amarrado. Além disso, Krueger bola versões muito criativas dos futuros de Franklin Richards, Homem-Aranha, Vigia, Homem de Ferro, Wolverine, Raio Negro, Reed Richards, Thor e outros. Todos com personalidades bem definidas e, quase sempre, bastante diferentes do universo tradicional da "Casa das Ideias". Também fica evidente nesta saga completa a importância dos textos (cuja maioria foi abolida da versão de 2001) que encerram ou abrem os capítulos e narram as conversas do Vigia com X-51. Eles ligam os fatos de cada episódio e esclarecem o que aconteceu com os personagens para terem ficado no estado em que se encontram na trama. Os desenhos de John Paul Leon são competentes. O artista não é nenhum virtuose do traço, mas dá conta do recado com folga. Nesse sentido, crédito também para o colorista Matt Hollingsworth, que usou tons escuros e sóbrios para retratar o futuro apocalíptico em que os personagens vivem. Editorialmente, a Panini fez um belo trabalho. O único senão é a desnecessária chamada "476 páginas" na capa, que destoa do visual clean adotado. Ainda mais num livro tão caro. Soa quase como um "Ei, leitor, desta vez, é Terra X completa mesmo". Classificação: - Sidney Gusman
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