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    Regras da vida cotidiana -

    Louis Lavelle

    É Realizações
    2011
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-11: 88580330229
    Português Brasileiro
    4.3
    70 avaliações
    Leram123Lendo11Querem154Relendo0Abandonos3Resenhas4
    Favoritos10Desejados154Avaliaram70

    A atualidade e a originalidade da obra de Louis Lavelle encerram-se em duas palavras: espiri­tua­lidade filosófica. Não se trata de uma espiritualidade religiosa, como a que caracteriza os grandes santos. Poder-se-ia dizer que o único predecessor de Lavelle é Nicolas Malebranche (1638-1715), contemporâneo de Luís XIV; e Lavelle reconheceu sua dívida para com esse filósofo. É preciso destacar ainda que Malebranche visa expressamente reconciliar a fé cristã e a démarche racional, enquanto Lavelle não é um filósofo explicitamente religioso, embora o cristianismo esteja muito amiúde presente como pano de fundo de seu pensamento. Mas, precisamente, a atualidade de Lavelle decorre de ele propor ao homem de hoje em busca de alimentos para a alma uma espiritua­lidade que não supõe nenhuma fé religiosa, nenhum envolvimento particular em determinada confissão. Essa espiritualidade filosófica, que já era a de Platão, foi renovada por Lavelle, e as Regras da Vida Cotidiana, que ele havia escrito para seu próprio uso como um “livro de razão”, são disso um maravilhoso testemunho.

    Resenhas (4)Ver mais
    Giuliano Scussel  picture
    Giuliano Scussel 13/01/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Exercícios cotidianos para a alma.

    A maioria das pessoas com quem conversei aqui no Skoob fizeram o mesmo comentário a respeito de suas experiências de leitura com Lavelle, explicando que se trata de um texto denso, que requer um exercício diário de reflexão, sempre em pequenas doses, tal como um livro de citações que se tem à cabeceira da cama. E eu até gosto de livros com aforismos para esta forma de leitura. É assim que tenho relido "Humano Demasiado Humano" de Nietzsche. Uma fonte de inspiração filosófica quase diária. Entretanto, não me detive com Lavelle, nem em "Regras da Vida Cotidiana" ou em "O Erro de Narciso", lendo-os de maneira linear e direta. Este seus livro apresenta elementos filosóficos muito pragmáticos e de concreta realização nas atitudes mais cotidianas, resgatando princípios fundamentais para as interações humanas e, inclusive, nas relações íntimas com nós mesmos. Sua linguagem, apesar de culta, não chega a ser um real obstáculo para sua leitura, enquanto seus temas são tão reais e presentes na vida comum que se torna impossível ignorar suas lições, sem uma doutrina assertiva, apenas proposições que provam seu valor quando experimentadas. Deixo aqui o convite às pessoas, meus amigos de livros, para que conheçam este fantástico pensador da alma humana. RGiuliano

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 70
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
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    Louis Lavelle

    Louis Lavelle foi um filósofo metafísico francês. Sua magnum opus é La Dialectique de l'éternel présent, uma obra metafísica em quatro volumes: De l'Être (1928), De l'Acte (1937), Du Temps et de l'Eternité (1945) e De l'Âme Humaine (1951). Entre outros, a obra de Lavelle inclui: La dialectique du monde sensible: Lu perception visuelle de la profondeur (1921), La conscience de soi (1933), La présence totale (1934), L'Erreur de Narcisse (1939), Le Mal et la Souffrance (1940), La Parole et l'Écriture (1947) e Les puissances du Moi (1948).

    18 Livros
    26 Seguidores

    Louis Lavelle