Penso, logo complico - humor em gotas

    Juanico di Salvo

    livre expressão
    2011
    155 páginas
    5h 10m
    ISBN-13: 9788579842184
    Português Brasileiro

    Este livro reúne frases, provérbios, cartuns, haicais, diálogos, monólogos e notas de humor de Juanico di Salvo. Escrito para fazer rir e refletir, o estilo de humor aqui apresentado oscila entre o sutil e o hilariante. Crítico e de mira aguçada, Juanico versa sobre temas variados, entre os quais: comportamento, religião, sociedade, ciência e política. Curitibano, natural do Chile e brasileiro naturalizado, Juanico consegue mostrar sua visão de mundo de forma hilária, mas sem perder a profundidade nem o senso crítico. Em monólogos como "Discurso de Paraninfo" e "O Último Sermão do Padre Bartolo" (que serão levados ao palco, iniciando por Curitiba), ele nos convida a refletir propondo argumentos e explicações originais que propiciam uma boa densidade de risadas e gargalhadas. O texto contem vários capítulos com frases e comentários breves. Em "Curto e Claro", por exemplo, o autor se permite revisar Freud, ao enunciar, "O HOMEM SEMPRE SE MOVIMENTA NO SENTIDO DO PRAZER. E QUANTO MAIS PRÓXIMO CHEGA, MAIS ELE SE MOVIMENTA". Também redireciona Brecht para um dos seus alvos prediletos: “HÁ HOMENS QUE FICAM UM ANO SEM TRABALHAR: SÃO OS DESEMPREGADOS. HÁ HOMENS QUE FICAM DOIS ANOS SEM TRABALHAR: SÃO OS SEM-VERGONHA. HÁ HOMENS QUE CONSEGUEM FICAR QUATRO ANOS SEM TRABALHAR: SÃO OS CANDIDATOS NATURAIS À REELEIÇÃO.” Entre os provérbios do livro encontramos: “A melhor defesa é o ataque pelas costas”; "A curiosidade remove montanhas de ignorância"; "Nunca é tarde para quem quer, verdadeiramente, chegar atrasado"; ou ainda "Não acredito em bruxas. São todas umas mentirosas!". E entre os comentários: "Mas eu me considero um otimista, como meu avô. Ele também me considerou um otimista". Dos seus diálogos breves, como os incluídos no capítulo “Óia as Cunversa” – título em homenagem ao seu amigo Paulinho Mixaria –, autor do prefácio ao Volume 2, incluso aqui, extraímos alguns, para aguçar o apetite do leitor: Cena de tribunal. – Conhece bem a acusada? – Não, eu sou o marido. Disse o deputado: “O legislativo é a estrada para a lei”. – Tudo bem, mas precisava de um pedágio tão alto? Martinho Lutero dizia, “A razão é a meretriz do diabo”. E dizia isso cheio de razão. O autor elabora seu humor aproveitando-se tanto das linhas como das entrelinhas do texto. Algo notável neste gênero de tão difícil elaboração. Ao mergulhar nesta obra, tentando descobrir mais da personalidade do autor, descobrimos que ele se vê como “Um cético, mas sempre com um pé atrás”, que acrescenta: “Gosto de me definir como um cara que detesta definições.” Uma obra para um público exigente em matéria de humor com qualidade.

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    Ana Claudia24/05/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Bom... Não tenho muito o que dizer A leitura foi bem legal e fluída dei algumas risadas e algumas partes confesso que não entendi. Minha parte favorita foi a entrevista do final. Em que ele fala que acreditar em algo faz bem para as pessoas.

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