"Deus Irae", 1976. Depois do verdadeiro acontecimento literário que foi a publicação de O Mistério de Valis (nº 300 da Colecção Argonauta), de Philip K. Dick, "o mais brilhante espírito na ficção-científica em qualquer planeta", na opinião insuspeita de Theodore Sturgeon, eis que surge outra obra não menos célebre: O Deus da Fúria (Deus Irae), escrita em colaboração com um autor não menos importante: Roger Zelazny. Depois da III Guerra Mundial, a Comissão de Energia Atómica, que a engendrou, fez nascer uma nova e misteriosa religião, em que o chefe da Comissão é adorado sob o título de Deus Irae, o Deus da Ira - o Deus da Fúria. Arrastados involuntariamente para uma perigosa peregrinação cujo objectivo é a descoberta de Deus Irae, Tibor McMasters, um pintor de murais, não não tem braços nem pernas, sabe por que foi escolhido, mas não consegue compreender o que ele - um herético vulnerável e inválido - poderá fazer para auxiliar a conspiração desesperada da nova Igreja Cristã. Pete Sands, um jovem cristão designado secretamente para proteger Tibor, sente a sua crença em perigo e pergunta a si próprio o que fará se Tibor encontrar de facto um Deus. Até encontrarem a Verdade Final. Literalmente Final. Introdução: Depois do sucesso de O Mistério de Valis, eis que outra das mais importantes obras de Philip K. Dick é vertida para a nossa língua. O Deus da Fúria (Deus Irae) foi escrito em colaboração com outro gigante da ficção-científica, Roger Zelazny, vencedor de dois Prémios Hugo e um Nebula, e é uma impressionante combinação de algo muito profundo, muito subtil, muito espiritual - e muito pragmático. Os pontos de contacto com O Mistério de Valis são óbvios, podendo dizer-se que O Deus da Fúria é a chave daquela obra.

