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    Oiobomé - A epopeia de uma nação

    Nei Lopes

    Agir
    2010
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788522010332
    Português Brasileiro
    3.6
    35 avaliações
    Leram48Lendo5Querem58Relendo0Abandonos6Resenhas6
    Favoritos1Desejados58Avaliaram35

    No final do século XVIII, o ex-escravo Francisco Domingo Vieira dos Santos - mais conhecido como Dos Santos -, no intuito de evitar retaliações causadas por sua participação nas reuniões dos inconfidentes de Vila Rica, decide fugir do Rio de Janeiro. Chega então à província de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, no norte do Brasil. Lá, com o apoio de quilombolas e indígenas, vítimas de grandes humilhações do governo, funda, na ilha de Marajó, a nação de Oiobomé - assim denominada em homenagem ao império iorubá de Oyó, na atual Nigéria, e ao reino de Abomé, no atual Benin. Nessa ilha, Dos Santos, seus descendentes e seus sucessores, através de várias gerações, vão superar todos os empecilhos históricos, desde apoiar a saga emancipadora de um certo Simón Bolívar y Palácios até enfrentar as tropas de dom João e Carlota Joaquina, reis de Portugal, para criar o país mais moderno e desenvolvido das Américas - uma monarquia constitucional, onde a língua oficial é o oiobomês e na qual não há analfabetos. Com doses de humor, aventura e muita imaginação, Nei Lopes nos brinda com a história fictícia de uma nação que já nasceu quase perfeita e que se desenvolveu tecnologicamente na mesma proporção em que preservou e valorizou suas raízes afro-indígenas.

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    Grace Melo Monteiro Dornelas Ribeiro picture
    Grace Melo Monteiro Dornelas Ribeiro17/03/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    📖Oiobomé: A Epopéia de uma Nação, Nei Lopes 📖O livro fala da criação de um país fictício no Século XVIII por Francisco Domingo Vieira dos Santos, um ex-escravo, que conhece Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e acaba envolvido com os inconfidentes. Depois da prisão de Tiradentes, dos Santos foge para o Pará, e na ilha de Marajó, funda com negros e indígenas Oiobomé. Vamos acompanhar o País por séculos. Um País rico, onde teve ditaduras, socialismo, guerras e outras formas de governo, muitas coisas parecidas com o Brasil. E consegue chegar ao governo perfeito, com sua população de maioria negra e indígena, com educação, saúde para todos, religião e opção sexual sendo respeitadas, aposentadoria, uma utopia infelizmente. Durante os anos vemos vários personagens históricos passar por Oiobomé, Bolívar, Garibaldi, personagens da música e cultura em geral, é bem legal. A Capital de Oiobomé é transferida para uma cidade projetada por Oscar Nimuendaju, bem parecida com a de um certo país que conhecemos. Só que melhor. Achei algumas partes cansativas, mas é bem interessante ver como seria bom, ter os direitos das pessoas sendo respeitados.

    4 curtidas

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    3.6 / 35
    • 5 estrelas23%
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    Nei Braz Lopes profile picture

    Nei Braz Lopes

    Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro(no bairro de Irajá), 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor e escritor brasileiro. Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira. E paralelamente à atividade de compositor, Nei Lopes, sócio correspondente do CICIBA, Centro Internacional das Civilizações Bantu, com sede na República do Gabão, é escritor de vasta obra toda centrada na temática afro-brasileira e compreendendo ensaios como "O Samba, na Realidade" (1981), "Bantos, Malês e Identidade Negra" (1988), "O Negro no Rio de Janeiro e Sua Tradição Musical" (1992), "Zé Kéti, O Samba Sem Senhor" (2000), "Logunedé; santo menino que velho respeita"(2000), além de um "Dicionário Banto do Brasil" (1996) e um volume de poemas "Incursões sobre a Pele" , também de 1996, entre outras publicações.

    43 Livros
    37 Seguidores

    Nei Braz Lopes