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    O Mistério da Ceia -

    Raniero Cantalamessa

    Santuário
    1993
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8572001344
    Português Brasileiro
    4.5
    12 avaliações
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    Jesus ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes.

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    Adrian Gustavo Souza Zancan16/02/2026Resenhou um livro

    Verdadeira experiência que conduz e reafirma a fé

    Raniero Cantalamessa é sempre didático e certeiro em seus textos. O livro é belíssimo, com uma estrutura didática que conduz à reflexão e oração. É dividido em oito capítulos, a saber: I) "Cristo, nossa Páscoa foi imolado"; II) "Este é meu corpo que é oferecido em sacrifício por vós"; III) "Quem comer a minha carne viverá por mim"; IV) "Se não bebeis o sangue do filho do homem..."; V) "Fazei isto em memória de mim"; VI) "Eu vos dei o exemplo"; VII) "Eis, agora está aqui quem é mais do que Salomão"; e VIII) "Até que ele volte". No texto, algumas coisas chamaram-me a atenção: a) Eucaristia presente no tempo e na história de três modos: figura, acontecimento e sacramento. Na figura, busca acontecimentos do AT no que são como prelúdios do sacramento; como acontecimento temos a instituição da eucaristia, verdadeira corpo e sangue de Cristo; já no sacramento, temos a memória que a Igreja é convidada a fazer (p. 6ss). b) A Eucaristia que faz a Igreja mediante a consagração, contemplação, comunhão, etc. Muito me chamou a atenção o subcapítulo que fala sobre a contemplação. “O culto e adoração da Eucaristia fora da Missa é um fruto relativamente novo da piedade Cristã. Começou, de fato, a desenvolver-se no Ocidente, a partir do século XI, como reação à heresia de Berengário de Tours que negava a presença “real” e admitia uma presença apenas simbólica de Jesus na Eucaristia (p. 82). Contemplação eucaristia “não é outra coisa que a capacidade, ou melhor, o dom de estabelecer um contato de coração a coração com Jesus presente realmente na Hóstia, e, através dele, elevar-se ao Pai no Espírito Santo.” (p. 84). Tudo isso é possível apenas pelo silêncio, exterior e interior. Uma definição belíssima de São Boaventura: “É um olhar afetivo para Deus”. É um deixar-se ver por Cristo; são como olhares que se encontram (p. 85). c) Serviços mais seguros são aqueles que fazemos sem que ninguém perceba (p. 94). d) Eis quem é maior que Salomão: em dada altura do livro, Cantalamessa fala que certa vez em uma missa, a liturgia trazia um texto com as palavras de Jesus: Eis agora aqui quem é mais do Jonas... Eis agora aqui quem é mais do que Salomão. Diz que essas palavras não saíram de seu pensamento e, após cada consagração, quando se ajoelha, recorda-se: eis quem é maior que Jonas e Salomão. De fato, Cristo Jesus é maior que outros deuses pagãos (p. 106). e) Uma presença real, mas escondida: tradições latina, ortodoxa e protestante: na tradição latina, “o centro indiscutível da ação eucarística, da qual surge a presença real de Cristo, é o momento da consagração. Aí Jesus age e fala na primeira pessoa (p. 110ss); na tradição ortodoxa, “as liturgias orientais sempre atribuíram ao Espírito Santo, à sua ação, a realização da presença real de Cristo no altar, e viam, como se sabe, na epiclesis e não na consagração. É belo, pois, em Adão feito barro soprou-se o vento do Espírito dando-o a vida e, em Maria, dando-a o salvar em seu vente (p. 113-114). f) “Sursum corda”: é preciso termos sempre os corações voltados ao alto (p. 128); g) A Eucaristia faz a paróquia: neste subcapítulo, pude entender o conceito de paróquia. A etimologia corresponde a -para que significa ao lado e -oikia é um substantivo que significa habitação. Dessa forma, paroikia indica, não obstante, uma habitação provisória (p. 131). Textos demonstrados: At 13,17; Gn 15,13 Hb 11,9; 1Pd 1,17). Precisamos recuperar o sentimento de estrangeiros nesta terra, não no sentido filosófico apenas, mas por vocação. O sentimento cristão de ser estrangeiro fundamenta-se na ressurreição de Cristo: “Se vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas do alto” (p. 133). Eis que o Esposo vem! Estejamos atentos, nós, enquanto Esposa do Cordeiro, e não sejamos com as virgens imprudentes que, dormindo, não viram ao Noivo, Cristo Jesus. A leitura do livro contribuiu com o entendimento de alguns conceitos conforme acima demonstrados e, certamente, colaborou com minha espiritualidade.

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    Frei Raniero Cantalamessa, OFMCap

    Padre Raniero Cantalamessa, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, nasceu em Colli del Tronto (AP-Itália), em 22 de julho de 1934. Foi ordenado sacerdote em 1958. É laureado em Teologia pela Universidade de Friburgo, Suíça, e em Letras Clássicas pela Universidade Católica de Milão. Foi professor ordinário de História das Origens do Cristianismo e Diretor do Departamento de Ciências Religiosas da Universidade do “Sacro Cuore” de Milão. Foi membro da Comissão Teológica Internacional de 1975 a 1981 e, por doze anos, membro da Delegação Católica para o Diálogo com as Igrejas Pentecostais. Em 1979 deixou o ensino para dedicar-se a tempo pleno, ao Ministério da Palavra. Foi nomeado por João Paolo II Pregador da Casa Pontifícia em 1980 e confirmado no cargo por Bento XVI, em 2005. Nesta função prega cada semana, do Advento e da Quaresma, uma meditação na presença do Papa, dos Cardeais, Bispos, Prelados e Superiores Gerais de Ordens Religiosas. É convidado para Conferências em muitos países do mundo, inclusive com frequência, também a irmãos de outras denominações cristãs. Recebeu três títulos de Doutor Honoris Causa: em Ciências do Direito, da Universidade Notre Dame de South Bend (Indiana-EUA); em Ciências da Comunicação da Universidade de Macerata (Itália) e em Teologia da Universidade Franciscana de Steubenville (Ohio-EUA). Além de livros científicos escritos como historiador das Origens Cristãs, sobre a Cristologia dos Santos Padres, sobre a Páscoa na Igreja antiga e outros temas, ele publicou numerosos outros livros de espiritualidade, fruto de sua pregação na Casa Pontifícia, que são traduzidos em cerca de 20 línguas. De 1994 a 2009 ele apresentou na televisão “Rai Uno”, todo sábado à noite, uma explicação do evangelho do domingo, com o título: “As razões da esperança”. Desde 2009, quando não está pregando na Casa Pontifícia e dando Conferências em outras partes do mundo, ele vive no Eremitério do Amor Misericordioso, em Cittaducale (RI-Itália), assistindo como sacerdote, a uma pequena comunidade de monjas de clausura. Em 18 de julho 2013 , ele foi confirmado pelo Papa Francisco pregador da Casa Pontifícia.

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