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    A Rosa Branca Rebelde -

    Janet Paisley

    Rai Editora
    2011
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9788563672957
    Português Brasileiro
    4.2
    170 avaliações
    Leram236Lendo8Querem574Relendo0Abandonos13Resenhas22
    Favoritos36Desejados574Avaliaram170

    A Escócia, em especial os clãs das Terras Altas, reluta em aceitar a sua incorporação ao Reino Unido. Divididos entre a esperança no retorno do príncipe jacobita Charles Edward Stuart e as dívidas e acordos pré-estabelecidos com o governo inglês, os clãs terão de se enfrentar na batalha pela independência. Enquanto os revolucionários aliam-se ao tão aguardado príncipe, alguns membros do clã mantêm sua palavra, trabalhando ao lado da Guarda Negra na defesa do rei George. Em meio a essa excitante luta pela liberdade, duas pessoas descobrem e redescobrem o amor, tendo de enfrentar pontos de vista distintos: AeneasMcIntosh e Anne Farquharson, Lady McIntosh, terão de escolher suas batalhas no casamento e na política, mesmo que estejam em lados opostos. Mais do que um romance histórico, o livro retrata a força da mulher na cultura escocesa, uma força que move legiões e inspira revoluções.

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    Queria Estar Lendo26/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: A Rosa Branca Rebelde

    A Rosa Branca Rebelde é o primeiro romance da historiadora escocesa Janet Paisley. Publicado aqui no Brasil pela Editora Rai, o livro é uma novelização da vida de Anne Farqhuarson, uma mulher das terras altas que liderou os homens de seu clã na segunda revolta jacobita. Uma história sobre força, poder e a busca por liberdade. Anne tinha apenas 12 anos quando o pai morreu, mas lembra-se bem das últimas palavras dele: prosperidade e contra a União! Como um bom jacobita, seu pai buscava a liberdade da Escócia do aperto inglês trazido pela União, a liberdade para viverem suas vidas de acordo com o sistema dos clãs, que só seria assegurada com a restauração dos Stuart ao trono. Anos depois, já adulta, Anne ainda se apega ao desejo do pai de lutarem pela liberdade do seu país e dos seus clãs. Por isso, quando o príncipe chega a Escócia e o levante se torna inevitável, ela vai contra a opinião do próprio marido, chefe do clã Chattan, e reuni os homens do clã para apresentar seu apoio ao príncipe. Pelos meses que se seguem, Anne se torna uma figura importante no levante, ao lado de outras mulheres, ajudando com os planos de guerra e a tomada de cidades como Edinburgo. O que acaba lhe rendendo o apelido de Coronel Anne - mesmo que, por ser mulher, ela não tivesse realmente honras militares. "- Nossas vidas - afirmou. - e escolhemos como vamos vivê-la ou perdê-la." Embora a História já dê bastante spoiler do desfecho do levante jacobita - que não foi nada feliz - achei bastante relevante conhecer uma figura histórica tão pouco mencionada. Quando achei A Rosa Branca Rebelde no sebo da cidade fiquei bem chocada por nunca ter lido nada a respeito de Anne Farqhuarson - especialmente depois da espiral pela qual desci após ler A Libélula no Âmbar, meu primeiro contato com a revolta jacobita. Anne foi uma figura real, ao redor da qual criou-se todo um mito na época. As mulheres das terras altas não eram como as inglesas, submissas e caladas. Elas tinham opinião, direito a terras, ao próprio nome, ao divorcio e a liberdade de decidirem sobre o próprio corpo. As mulheres das terras altas eram "selvagens", como seus homens, aos olhos dos ingleses, simplesmente porque tinham voz. E Anne nunca deixou calarem a sua - mesmo quando foi presa. Muito do que Janet Paisley usou em A Rosa Branca Rebelde tem respaldo nas minhas pesquisas pela internet a respeito de Anne e fiquei feliz com a forma como ela descreveu Anne: uma mulher forte, determinada, teimosa, que lutava não por um príncipe ou pelo catolicismo, mas pelo seu modo de vida, pela liberdade dos clãs e pelo direito de não ser sufocada por uma sociedade conservadora e pudica que relegava mulheres a terceiro plano. "Nossos ancestrais puseram a liberdade acima da vida, de Deus, do rei. Os homens que nos venderam a União os desonraram. Mas, se escolhermos permanecer escravos, a vergonha será nossa." Ainda assim, Anne era uma mulher apaixonada, com o coração dividido entre Alexander, o jovem chefe do clã MacGillivray, e seu marido, Aeneas McIntoch - que calha de ser mentor de Alexander. De um lado, um homem pronto para lutar pela liberdade do seu povo custe o que custar. Idealista, apaixonado, amoroso e pronto para segui-la para onde quer que ela fosse. Do outro, um homem pragmático, cauteloso, colocando o bem-estar e a segurança do próprio clã acima de qualquer desejo pessoal. A forma como a autora constrói a história, mostrando os encontros e desencontros entre Anne e Aeneas, a forma como eles discordam da melhor maneira de lidar com o levante e garantir a segurança do próprio povo, as traições e o desejo intrínseco em cada um foi muito bem feita. Assim como a maneira com a qual fez crescer o relacionamento entre Alexander e Anne e as descobertas que fazem a respeito um do outro no campo de batalha. A Rosa Branca Rebelde me deixou desolada, e não foi uma só vez. Sabendo do desfecho do levante em Culloden, quanto mais eu conhecia esses personagens, mais me doía vê-los partindo para as batalhas. Mais me doía a esperança deles. E eu definitivamente não estava pronta para o que veio após o campo de Culloden. "Anne esperou a esperança morrer nele. Ela teria arrancado essa coisa nela se pudesse, se soubesse o que era e como acabar com ela. O amor que Anne sentia por MacGillivray era alegre, imaculado, sem nenhuma das correntes incompreensíveis que a levavam para Aeneas. Ele não merecia a dor que ela lhe causava." Chorei muito mais do que estava esperando e terminei a leitura com uma baita ressaca. Embora a narrativa de Janet Paisley seja direta, pragmática e sem muitas emoções, ela conseguiu me conectar a visão de mundo e aos ideias dos personagens de uma forma que muitos autores não conseguem. Ainda assim, senti falta de uma dramatização maior em torno da história toda - principalmente do romance. A autora foi bastante contida na forma de contar e mostrar os romances, as traições e as batalhas. Ainda que seja um livro grande, muitas partes pareceram bem rápidas. Uma vez que estamos falando de uma guerra e com os pontos de vista que ela incluiu na história - após o levante acompanhamos partes pelo ponto de vista de Anne, Aeneas e o duque de Cumberland, o príncipe William. Podia ter sido um livro bem maior. "A Liberdade era uma ideia, e não poderia ser destruída." Mesmo assim, Janet Paisley conseguiu converter muita emoção e paixão em A Rosa Branca Rebelde, o que foi suficiente para fazer com que eu me apaixonasse, desgraçasse a minha cabeça e me jogasse em um ressaca que me faz querer chorar só de lembrar dos personagens - e aflorou aquela raivinha dos ingleses que surgiu com Outlander. De muitas formas, A Rosa Branca Rebelde me lembrou Spartacus. A luta pela liberdade, a queda, os personagens inesquecíveis que foram reais, que lutaram e morreram e tiveram esperança. Mais do que recomendo!

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 170
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Janet Paisley profile picture

    Janet Paisley

    Janet Paisley é um premiado poeta, autor, dramaturgo, não-ficção e roteirista, escrevendo em escoceses e Inglês. Nascimento 1948 Ilford, Essex de pais escoceses, ela cresceu em Avonbridge, uma pequena aldeia no centro da Escócia. O casamento, a carreira docente, o nascimento de sete filhos, a morte de um, eo divórcio seguido. Ela agora vive em um pequeno vilarejo ao sul de Falkirk. Um escritor prolífico e popular, publicado pela primeira vez em 1979, ela apresenta em festivais nacionais e internacionais e é publicado, realizado, transmissão e ensinou sobre o currículo do ensino primário ao universitário em casa e no exterior . Seu trabalho foi traduzido para o alemão, russo, lituano, eslovaco, espanhol, húngaro, ucraniano e italiano e é amplamente anthologised. prêmios de Janet incluem BAFTA e RTS indicações para Long Haul, um criativo Scotland Award 2000 para escrever não for Glory; 1999 Canongate Prêmio; 1996 Peggy Ramsay Memorial prêmio de Refúgio; Nacionais, Scottish National, Swanage Artes e MacDiarmid Troféu prêmios de poesia; Sutton, Scotwrite e BBC prêmios em prosa. Em 1996 Cortar estrangeiro foi indicado como escocês Livro do Ano e Sooans Nicht foi Críticos jogo do ano. Em 2003 não for Glory estava nos World Book Day Top Ten escoceses Livros e destaque em livros favoritos da nação de toda a lista de tempo de 2005. Um escritor que prospera com a disciplina de formas diferentes, ela começou sua carreira com o conto. Cinco coleções de poesia seguidas, intercaladas com contos, peças de teatro para teatro, rádio e TV drama e filme. Outras publicações incluem dois livros de contos, uma novela, um romance histórico e jornalismo ocasional. Um visitante regular às escolas, hábil em ambas as performances bem-humorado e dramáticos de seu próprio trabalho, Janet escreveu para e apareceu em várias produções Mayfest com Bread & circos, um grupo de escritores dedicados a apresentações teatrais animadas e divertidas da palavra escrita. Uma inadvertida embaixador literário, ela visitou a Rússia para falar em simpósios acadêmicos e da comemoração Tolstoy, iniciou uma coleção escocesa literatura em Voronezh universidade, participou Cartografias teatrais de Barcelona de Desejo e em passeios festival de leitura de Paris, Moscou, Eslováquia e Lituânia, e configurar comitê primeiros escocês PEN mulheres dos escritores. Ao levantar seus seis filhos como uma mãe solteira sem suporte, o apoio financeiro da literatura Scottish Arts Council e departamentos de teatro provou inestimável. Durante um período de 15 anos a partir de 1990, ela realizou duas SAC bolsas de escrita e do Glasgow Sul escrita residência, e foi premiado com escritores e dramaturgos bolsas em 1997, 1999, 2001 e 2005. Ela também ministrou cursos de escrita criativa para o Departamento de Adultos e Educação Continuada da Universidade de Glasgow. Em julho de 2007, quando seu filho mais novo se formou e um segundo neto se juntou à família, ela publicou seu primeiro romance, Rosa Branca Rebelde. A conexão jacobita, iniciado há mais de duas décadas antes com histórias de rádio e uma peça de teatro, continuou a escrever as estações de caracteres para nova exposição Culloden Battlefield do Centro de Visitantes. Um segundo romance histórico é devido, em junho de 2009, e uma produção teatral baseada no drama de rádio anteriormente relativo a vida de Robert Burns está no pipeline. Janet está atualmente trabalhando em um terceiro romance e duas novas coleções de poesia, uma para crianças. "poemas de Janet Paisley tem uma intensidade que faz brilhar com a verdade .. ela entra em território Sylvia Plath e emerge olhando mais honesto e apaixonado do que Plath. Ela pode ser winningly auto-depreciativo e muito sério, ao mesmo tempo ... "Livros na Escócia

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    Janet Paisley