Phyre knows there is something life-changing about her new drama teacher, Mia, from the moment they meet. As Phyre rehearses for the school play, she comes to realize that the unrequited feelings she has for Mia go deeper than she’s ever experienced. Especially with a teacher. Or a woman. All the while, Phyre's best friend—addressed throughout the story in the second person, as "you"—stands by, ready to help Phyre make sense of her feelings. But just as Mia doesn’t understand what Phyre feels, Phyre can't fathom the depth of her best friend's feelings...until it's almost too late for a happy ending. Characters come to life through the innovative screenplay format of this dazzling debut, and unanswered questions—is "you" male or female?—will have readers talking.
Between You & Me -
Marisa Calin
Prova de que temas batidos ainda podem ser bem usados
Esqueça todos esses livros high school que você já leu. De maneira inovadora e muitíssimo inteligente, Marisa escreveu um livro sobre amor e descobertas como você nunca viu igual. Vou começar explicando a grande sacada do livro, e a razão pela qual eu não traduzi a sinopse: o(a) melhor amigo(a) da Phyre! Durante todo o livro ela se dirige à el@ como "you" -você. Percebeu como é difícil falar disso em português? Já que o inglês não tem todas as concordâncias de gênero que temos na nossa língua, é im-po-ssí-vel saber se you é uma garota ou um garoto. E, apesar de -particularmente- não fazer diferença, eu não consegui parar de tentar adivinhar. Além da sacada genial de esconder o gênero de you, a diagramação do livro é como uma espécie de roteiro de teatro -grande paixão da Phyre- com uma mistura de romance em primeira pessoa. Foi a experiência mais diferente que já tive, e eu achei o máximo. Durante toda a leitura eu tive várias sensações diferentes, pois, à princípio pensei que a Phyre está escrevendo uma carta para o you contando sobre aquele período, e depois achei que ela estivesse remontando os acontecimentos como uma peça de teatro e aquele é o script do you. Porém, ao mesmo tempo temos a narrativa em primeira pessoa pela Phyre, o que deixa as cenas com o teor pessoal dela, mas não sabemos o que se passa na cabeça do you. Se você for parar e pensar, é quase um nó no cérebro, mas quando você deixa fluir... é uma mistura maravilhosa e única de sensações. No meio disso tudo, ainda temos a questão da personagem estar descobrindo sentimentos novos e não saber como lidar com eles. Não só ela se apaixonou por um professor, mas é também uma mulher. E tem o you, que não sabemos se é um garoto ou uma garota e, no final, faz diferença? Em alguns momentos achei que era um garoto, em outros, uma garota, mas no fim o que importou mesmo foi a história e nada mais. "(...) You look my way and I shrug with a little grin. You give me your only-you smile, the one I get on these special occasions, and I know I'll always have you." pág. 35 A história é relativamente comum, o diferencial está na forma com que Phyre nos fala o que aconteceu. A escrita é simples e objetiva, e os capítulos são bem curtinhos, tornando a leitura rápida e dinâmica. É aquele tipo de história cativante que você pega pra ler em uma tarde e acaba encantada. Acredito que o livro é ótimo para jogar no meio dessa polêmica irritante sobre homossexualismo. Faz mesmo diferença se é uma garota e um garoto ou duas garotas? Muda em alguma coisa a história? E se ninguém soubesse quem o outro está namorando, mudaria sua relação e seus sentimentos sobre aquela pessoa? Acho que é uma questão de largar mão de preconceitos e deixar de ser egocêntrico. Se você não concorda, respeite, o mundo não gira em torno da sua opinião. E sabe o que mais? No fim, o que vale é o amor.
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