Sem favor algum, um dos meus livros favoritos na história. Distopia pura.
Fiz resumo por capítulos. NOTA MÁXIMA!
No primeiro capítulo, o visitante narrador personagem foi jantar na casa do Viajante no Tempo, e lá encontrou pessoas eminentes da sociedade: médico, o prefeito, o artista. Ele os convida para contar a novidade: primeiramente, explicar que o que aprenderam na escola sobre as 3 dimensões de qualquer objeto é falha, pois existe uma quarta dimensão, que é a do tempo. E que ele havia construído, não apenas um protótipo, que testou para provar que viaja no tempo, mas uma grande máquina - de descrição breve, mas que provoca nossa imaginação, quanto ao seu aspecto. O médico pergunta se tudo aquilo é um truque ou piada, mas o Viajante propõe que vai deixar o ano de 1895 para vasculhar as profundezas do tempo.
No capítulo 2, um novo convite para jantar com o Viajante, desta vez com a presença dos 4 anteriores, mais o Editor de Publicações e do Escritor (O Jornalista). De repente o Viajante aparece, todo sujo, sangrando, sem sapatos, só com meias rasgadas, e com muita fome e sede. Ele contou que, desde o dia anterior, ele viveu um período de 8 MARAVILHOSOS dias. Estava exausto, mas não dormiria até contar tudo. Pediu pra não ser interrompido, e afirmou que tudo o que contaria era verdade, não era impossível.
No 3, o próprio Viajante agora toma conta da narrativa, e descreve com detalhes a sua experiência corpórea de viagem no tempo. A forma como o mundo se transformou, e os dias e anos e séculos passaram em questão de minutos para ele. Finalmente, ele parou. Encontrou uma grande estátua semelhante a uma esfinge grega, com cabeça de leão. Havia chegado ao ano 802.701!! Ele notou os prédios gigantescos, as flores roxas e os muitos frutos naquelas plantas ao redor. Finalmente, encontrou um serumaninho com 4 pés de altura, aproximadamente 1,21m, rosto infantilizado, seus movimentos eram graciosos, e ele não parecia muito forte.
No 4, O povo encontrado pelo Viajante era bondoso e simpático, mas não falavam sua língua: no lugar, falavam um idioma prazeroso de se ouvir, mas incompreensível. Possivelmente um dos pontos altos da distopia em Wells é verificado na página 33, quando ele diz que "Eu estava confuso... Eu sempre pensei que as pessoas ficariam mais espertas com o tempo. Afinal, veja quanto avançamos desde a idade da caverna. eu pensaria que as pessoas do ano 802.000 estariam bem além de nós em ciências e artes - em todas as formas. Mas em vez disso, essas pessoas achavam que eu viera do sol. Eu estava desapontado. Senti como se eu tivesse construído a maior invenção de todas, apenas para descobrir um futuro decepcionante." (p. 33) Ele tenta trocar conhecimentos e estabelecer comunicação com os Elois, mas sua maior curiosidade reside mesmo no mundo do futuro, lá fora.
NO 5, o Viajante reconhece que houve profundas transformações em seu mundo, até o Tâmisa havia mudado de curso, a caminho do oceano. os Elois, as flores, prédios, tudo era diferente do séc. XIX. Ele verifica também a mudança na instituição da família e do lar. Percebeu também a massificação do povo, todos eram parecidos em vestimenta, expressões, como se não fossem diferentes em nada, a não ser em tamanho. A Terra parecia um paraíso. Mas essa é a questão: parecia, mas não era. Ele critica que a vida era muito fácil, não havia mais doenças e nada pelo que lutar, então os Eloi cantavam, brincavam, dormiam. Já tinham tudo de que precisavam, então não precisavam usar a mente. Ele se sentou em um banco e sentiu-se decepcionado perante aquela nova realidade do futuro.
No 6, A máquina do tempo foi perdida e, no desespero, o Viajante começa a sondar o lugar e descobre uma estátua muito suspeita, na qual parece ter uma entrada para um outro ambiente. Ele encara aquilo com suspeita. No 7, O viajante não sabe muito bem como as pessoas se viravam naquele mundo, como as frutas iam parar na mesa, onde ficavam seus cemitérios e porque a população era tão jovem - sem idosos à vista - e também qual seria o segredo dos poços naquele território. No 8, o Viajante resgata Weena de um afogamento, enquanto fica surpreso pela passividade do resto de seus amigos quanto à possível morte da amiga. Os dois se aproximaram rapidamente. Um toque fantástico se fez presente, quando o Viajante ficou incerto se teria visto fantasmas, ou se foram a sua imaginação. Na verdade, eram os Morlocks.
No 9, sol estava muito forte na época, e ele procurou um local mais arejado. Acabou encontrando um Morlock pela primeira vez, e viu que a raça humana se dividiu em duas. Uma mais animalizada e odiada. Ele faz comparações entre esse povo e o povo de Londres, que come, dorme e trabalha. No 10, o Viajante se interessa por conhecer melhor os Morlocks, e por fazer uma expedição em busca de sua Máquina. Ele teve uma melhor visão de como eles eram, fisicamente animalescos, e também descobriu seu receio de fogo. No 11, ele compara os Elois aos povos ricos de seu próprio tempo; porém os Elois tinham fraquezas para defenderem-se e também levavam o que o Viajante chamava de vida fácil. Ele se preocupou com a própria segurança e acabou se mudando para o prédio verde. No caminho, Weena pegou muitas flores e encheu com elas o bolso do Viajante. Ele se tornava mais e mais próximo dela.
No 12, o Viajante se depara com o fato de que os Elois haviam esquecido a fala e a escrita. Viu grandes galerias, com objetos curiosos. No 13 e 14, o Viajante tem de se livrar de um ataque dos Morlocks, quando se julgava mais esperto que todos eles, foi surpreendido pelos seus instrumentos. Ele finalmente encontra sua máquina do tempo e pôde viajar no tempo, só que ainda mais para o futuro. Do 15 ao 17, conta-se sobre a recuperação da máquina e o retorno dele pra casa. O Viajante acaba indo mais à frente, trilhões de anos no futuro e descobriu uma Terra que só se deteriorava cada vez mais - aumentando a crença de que a raça humana não vai cuidar bem da Terra. E fará cada vez pior.