Provavelmente, um dos mais belos livros que já li a respeito de Schopenhauer. Jair Barboza consegue expor as idéias mais difíceis de Schopenhauer de maneira clara, simples e descomplicada. Os conceitos de representação, vontade e coisa em si, difundidas por Schopenhauer em sua obra magna: O mundo como vontade e representação, são esclarecidos nesse livro. Também, o autor, é capaz de nos mostrar que estamos equivocados quando pensamos que a filosofia schopenhaueriana é pessimista ou niilista..ao contrário disso, ao fim da leitura, encontramos uma filosofia apoiada numa visão de mundo lúcida e compassiva. Schopenhauer certamente chegou profundamente ao íntimo do ser humano, reconhecendo na Vontade (expressão individual, irracional e una) uma ligação estreita entre todos os seres e por causa disso, reconhecer a estreita ligação entre vontade e sofrimento, dada que a representação dessa vontade é sempre limitada pela matéria/objeto. Assim, o próprio filósofo nos aponta uma solução: negar a vontade por meio da contemplação e da compaixão (negação de um eu e o reconhecimento de um não-eu). Sua filosofia nos ensina, em tempos de egos enormes e vontades cada vez mais imperativas, a acalentar o sofrimento dos outros e tb o nosso próprio..