CURSO DE ECONOMIA POLITICA -

    CLÁUDIO NAPOLEONI

    graal
    1988
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-10: 8521902662
    Português Brasileiro

    O melhor e mais atualizado livro introdutório para o estudo da Economia Política. Napoleoni discute os conceitos básicos da teoria econômica e os temas centrais da Economia Política, mesmo os mais controvertidos e polêmicos, sem se afastar dos propósitos didáticos de simplicidade de exposição e riqueza informativa.

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    Samy Lopes11/01/2016Resenhou um livro
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    Resenha

    O primeiro capitulo “os bens econômicos e a riqueza”, se inicia dando ênfase a ciência econômica o qual vem a explicá-la e defini-la. O autor diz que a ciência econômica pode ser tratada como sendo as “atividades que os homens desenvolvem para satisfazer suas necessidades”. Em relação a essas devidas atividades, trata-se delas sendo: física química ou biológica, e assim envolvendo as questões de tecnologia (necessidade de um carro ou celular), direito (tramites para vender, comprar ou alugar um imóvel), e até a moralidade em devidos atos; é obvio que cada exemplo dado não denota a ciência econômica, mas os mesmos não podem ser descartados. Napoleoni discorre “as necessidades humanas são múltiplas e suscetíveis de infinito desenvolvimento”. Adam Smith, um grande economista inglês, relata ao final do séc. XVIII que os homens possuem suas necessidades, mas que ao almejar o que tanto era preciso como uma casa á qual o protegeria da diversidade do clima para o seu amparo, o mesmo acaba por ampliar a sua não necessidade no desejo de fazer da sua casa um ambiente de cobiça por assim dizer. Pois, uma necessidade acaba por gerar outra necessidade e assim por diante, sendo uma cadeia cíclica ilimitada de diversas necessidades. Essas necessidades são transcorridas de gostos, intelecto, extravagancias, caprichos etc. O outro ponto comentado é “os métodos com que os homens satisfazem as próprias necessidades podem se tornar gradativamente disponíveis somente em quantidades limitadas”. Isto quer dizer de acordo com o autor que existem necessidades cuja quantidade pode ser ilimitada como o ar que respiramos, eu poderia dizer que a água também é um bem que necessitamos e que por agora também seria ilimitada mais vale lembrar que ela é escassa assim com os animais são extintos. Enfim as necessidades do homem são ilimitadas, mas a maneira de se conseguir satisfazer essas devidas necessidades depende de suas ações, ou seja, que meio ira buscar para almejar o que se deseja. Um exemplo seria as atitudes tomadas por certo grupo para com os seus indivíduos a qual seria tomada mediante um centro de decisões assim a forma com que esse grupo atuaria seria o principio do resultado máximo. O fato de eu querer viajar até Chimbote (Perú) usando como meio de transporte o avião ou ônibus se difere o valor por determinado tipo que decidirei usar para chegar até lá e ver o Grupo 5. Esta escolha dependerá do gasto da minha renda disponível. Essa situação é baseada no principio do meio mínimo. Conclui-se que a partir destes fatos citados a ciência economia se define como o estudo das ações que os homens realizam para atender suas necessidades enquanto estas ações suportam escolhas em resultado da limitação dos meios que podem se tornar disponíveis para o contentamento dessa necessidade. Vamos para outro tema, o bem econômico que se trata de “qualquer coisa que seja capaz de satisfazer qualquer necessidade e que pode ser tornada disponível em quantidade limitada”, pode-se indicar a palavra utilidade dentro da ciência econômica como a competência de satisfazer qualquer necessidade. Então também damos a palavra útil o significado de inútil retirando toda a sua nocividade já que não pode ser enquadrada aqui. De suma, temos a utilidade e a disponibilidade, as quais se tornam apenas uma palavra (de acordo com o economista francês Léon Walras), denominada escassez. Vamos fazer algumas classificações: I. Bens não-duráveis e bens duráveis: os bens não-duráveis são aqueles que não possuem permanência, pois passam a desaparecer conforme seu devido uso enquanto que os bens duráveis são aqueles que podem tardam a desaparecer até se exaurir. II. Bens presentes e bens futuros: os bens presentes são aqueles que estão disponíveis no exato momento. Já os bens futuros tem que possuir uma relação com os bens econômicos juntamente com o grau de possui-los. III. Bens complementares e bens substitutos (chamados também de fungíveis ou sucedâneos): ao fazer um bolo irei precisar de ovos, leite, trigo, manteiga etc. Nesta relação podem-se definir os bens complementares pois estes se complementam na realização do bolo. O bem substituto é aquele que se destina à consecução do mesmo fim, por exemplo na receita do bolo podemos substituir a manteiga pela margarina ou pelo azeite. IV. Bens diretos e bens indiretos: os bens diretos se caracterizam por atender satisfatoriamente nossas necessidades, por exemplo temos para as estações as roupas assim como para a fome o alimento. Tomamos os bens indiretos por aqueles que não satisfazem a necessidade diretamente mas conduz ao rumo de obter outros bens sendo eles diretos ou indiretos como as maquinarias industriais e as matérias primas. Por fim chegamos à riqueza: patrimônio e renda. A riqueza se designa através de um conjunto econômico disponível ou pertencente tanto para um individuo quanto para um grupo daquela sociedade econômica. Essa riqueza quando é referida em um determinado momento do tempo e esta disponível tanto para um individuo quanto para um grupo econômico daquela sociedade passa a ser designada como patrimônio. Do mesmo modo também fazendo referencia a um determinado período de tempo pode-se desenvolver o fluxo de bens que durante aquele período se tornara disponível tanto para aquele individuo como para a sociedade. Então a riqueza considerada como fluxo de bens ao longo do tempo recebe o nome de renda.

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