Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores455
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Valise de Cronópio -

    Julio Cortázar

    Perspectiva
    1974
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8527303809
    Português Brasileiro
    4.2
    84 avaliações
    Leram193Lendo26Querem231Relendo2Abandonos3Resenhas2
    Favoritos1Desejados231Avaliaram84

    Em "Valise de Cronópio", o escritor argentino Julio Cortázar apresenta uma reunião de dezoito ensaios que variam sobre os mais diversos temas: romance, contos, poemas, surrealismo, erotismo, Carlos Gardel, entre outros assuntos. Julio Cortázar manteve o estilo que lhe era característico também nestes escritos. Ao falar de relações, discriminações, sobreposição e destruição de gêneros, o escritor abusa do bom humor, da ironia e do sarcasmo. As traduções ficaram a cargo de Davi Arrigucci Jr. e João Alexandre Barbosa.

    Resenhas (2)Ver mais
    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior26/12/2022Resenhou um livro
    0

    Não se recomenda começar a praticar alpinismo escalando o Aconcágua...

    Não importa o que você faça ou o que você escreva: há sempre a possibilidade de ser mal interpretado. E esse poderá ser o caso aqui. Sim, sei que Julio Cortázar é um dos expoentes máximos da literatura latino-americana, assim como sei que Clarice Lispector talvez seja a maior escritora que já existiu em língua portuguesa. Mas isso não quer dizer que eu seja cego ou ingênuo a ponto de recomendar a leitura de suas obras a torto e a direito, para qualquer um, a qualquer momento, em qualquer local. Uma coisa é começar a ler Clarice Lispector por “A descoberta do mundo” ou “A hora da estrela” e outra completamente diferente é começar a lê-la por “Água viva”. O adolescente que nunca leu nada dessa imensa escritora ou que está acostumado a ler aqueles romances de capas coloridas e que se parecem uns com os outros, se for obrigado a ler “Água Viva”, odiará (a bem da verdade, nada feito por obrigação pode ser prazeroso – até mesmo ler) essa obra e nunca mais dará outra chance à Clarice. E, o pior, se ele tiver de tirar de sua mesada ou se deixar de comprar o que realmente deseja para comprar esse livro, aí sim... adeus, Clarice, e até nunca mais! O mesmo ocorre com Julio Cortazar. Pode até ser que nosso adolescente hipotético se interesse pelas elocubrações do escritor em algum de seus contos, mas, se ele resolver começar escalando essa montanha que é “A valise de cronópio”, pode ser que simplesmente desista da empreitada e vá em busca de outra montanha qualquer (ou de um simples morrinho que faça valer a pena chegar ao cume). Sim, correndo o risco de ser mal interpretado, “A valise de cronópio” é para iniciados: para aqueles que já têm contato com a literatura mais rebuscada, mais intrincada e que possa ser desvendada com calma, no decorrer de alguns dias, pois, ao falar sobre literatura e sobre música (jazz, mais especificamente), Cortázar desce a profundezas abismais (ou seria melhor dizer “sobe a alturas inimagináveis”?). E, diga-se de passagem, o próprio autor também desliza da altura de sua inteligência (a meu ver, é claro). Ao descrever um concerto de Louis Armstrong, retratado como uma espécie de enviado divino ou de semideus da música, Cortázar constrói um relato que, a não ser a linguagem terrivelmente intrincada, poderia ser encontrado em qualquer relato hiperbólico de fã. Vale a pena? Se você puder pagar a escalada ao Everest e estiver disposto, por que não? Ao menos, você tentou...

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 84
    • 5 estrelas48%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Jules Florencio Cortázar profile picture

    Jules Florencio Cortázar

    Belga de pais argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica, e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade. É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas. Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.

    123 Livros
    458 Seguidores

    Jules Florencio Cortázar