Manuel Bandeira foi o poeta brasileiro mais lírico e límpido do século XX. Era tanto o mestre da técnica, o cultor da forma, como o iluminado de epifanias. Senhor de uma composição perfeitamente harmônica e de extremo despojamento, foi também um lúcido espírito crítico - nos poemas e na prosa de memorialista, historiador, cronista, articulista, ensaísta. Combativo, não fugia a desafios e polêmicas, o que contraria a imagem de fragilidade polêmicas, o que contraria a imagem de fragilidade que dele se costuma ter. Convivendo com várias gerações de escritores, absorvendo ou rejeitando proposições estéticas, jamais traiu sua sensibilidade ou proposições estéticas, jamais traiu sua sensibilidade ou suavizou seu juízo crítico. Seu legado é rico de lições intelectuais e de vida. Uma vida que viveu em suas formas mais nobres - e luminosos alumbramentos.
