Como li a versão divida em dois volumes, fiz a resenha mesmo sobre o primeiro volume. Mas, já escrevi sobre o que achei desta leitura na última atualização do livro aqui no Skoob. Então, deixo aqui apenas um comentário.
É interessante pensar o quanto Liêvin e Anna são lados opostos da mesma moeda: a vida. Renascimento para uns e tragédia para outros, infelizmente. Acredito que durante todo o livro essa oposição entre os dois fica bastante evidenciada. Quando Anna vai bem, Liêvin vai mal (e vice-versa). O final, então, é extremamente poético para Liêvin, porém, talvez, extremamente injusto para Anna. Não há segunda chance para mulheres? Seria Liêvin o herói da história? Afinal, ele passa por todo um arco de redenção e apesar da nítida mudança "espiritual', sua essência teimosa e elitizada continua a mesmo, como o próprio reconhece.
A história, porém, não foi "legal" com Anna - não sei muito bem o que pensar sobre esse ponto de vista ainda. Contudo, é evidente que todos os olhares da sociedade pesam muito mais sobre as ações/decisões das mulheres e que elas, especificamente no contexto do livro, têm seus destinos presos às mãos dos homens - ainda que existam mulheres como Anna, que vão tentar enfrentar, de cabeça erguida, as barreiras, até não ser mais possível.