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    Comício de Tudo (Série Cantadas Literárias) -

    Chacal

    Brasiliense, (SP)
    1986
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    18 avaliações
    Leram33Lendo0Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados12Avaliaram18

    "Quero que me enterrem sobre cinco palmos de terra e me deixem lá tirando a soneca definitiva. Sei que sentirei algumas cocégas quando os vermes vierem me mastigar. Espero estar triste o suficiente para não ter um acesso de riso e atrasar minha transmutação. Quero ir com elegância do homem ao húmus."

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    Resenhas (1)Ver mais
    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin21/04/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Caleidoscópio cinemascope

    "a vida é um cristal que se reflete em pedaços a vida como ela é é a coleção dos cacos vi um filme que Aladim da lâmpada tirava um gênio ele era James Dean que tinha a cabeça a prêmio eu parti do Irajá passando por Paraty eu ainda chego lá até onde quero ir vi um filme que Fellini fez num ensaio de orquestra tinha tiro de canhão e acabava numa festa se no mato me perdi nesse mato me acharei entre mais de mil picadas numa delas sou o rei eu vi Deus e o diabo dançando na terra do sol Glauber Rocha era o máximo tão bom quanto rock-and-roll minha estrada é um filme cheio de amor e ódio pra onde quer que me vire cinemascope caleidoscópio."

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    3.8 / 18
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    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Ricardo de Carvalho Duarte profile picture

    Ricardo de Carvalho Duarte

    Poeta e letrista carioca, foi um dos primeiros poetas da década de 70 a se utilizar do mimeógrafo para divulgar sua poesia (à qual só se dedicou por ser incapaz de desenhar um cavalo), com o livro Muito Prazer (1971/2), na companhia de Charles Peixoto, que editou Travessa Bertalha 11. Em seguida teve um poema incluído na antológica revista Navilouca, editada por Torquato Neto e Waly Salomão. Em 1975 participou do grupo Vida de Artista, que contava com poetas como Francisco Alvim e Cacaso. Nesse ano lançou seu terceiro livro, América. Em 1976 teve poemas incluídos na antologia 26 poetas hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda. Em seguida lançou Quampérius. Nessa época juntou-se a Charles Peixoto, Bernardo Vilhena e Ronaldo Bastos para fundarem o Nuvem Cigana, grupo que agitou a vida carioca do final da década de 1970, em especial com os happenings Artimanhas. Paralelo à poesia Chacal passa a trabalhar com grupos de teatro, escrevendo Aquela Coisa Toda para o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, e Recordações do Futuro, para o grupo Manhas & Manias. Nesse período aproxima-se de Patrícia Travassos e Evandro Mesquita, futuros parceiros da banda Blitz, para a qual Chacal compôs algumas letras. Em 1983 veio a público Drops de Abril, reunião dos livros anteriores editada pela editora Brasiliense. Seus outros livros são: Comício de Tudo (1986) - crônicas que escreveu para o Correio Brasiliense -, Letra Elétrika (1994), Posto Nove (1998) e A Vida é curta pra ser pequena (2002). Desde 1990 é diretor do CEP 20.000.

    25 Livros
    31 Seguidores
    RJ, Brasil

    Ricardo de Carvalho Duarte