Ah sim, o Niizuma queria ficar em primeiro para terminar o próprio mangá, escolhendo parar no ápice da história e do jeito que ele quer. O que é um grande problema nos mangás: qualquer um que tenha acompanhado uma história dessas sabe que chega um momento em que o enredo se arrasta por mais tempo do que deveria (sim, Naruto, estou falando de você).
A forma como cada personagem lida com o anúncio do iminente encerramento de “Crow” diz muito sobre como cada um encara o controle sobre a própria narrativa. O time Fukuda inicialmente me irrita pela oposição à finalização da série, mas, obviamente, como todo bom shonen, ver o rival fazendo uma escolha dessas infla todo mundo para uma batalha épica de mangá.
O que nos leva para uma sequência boa demais, mostrando como cada um planeja a história pensando na melhor forma de ganhar do Niizuma. O Takahama conseguindo um segundo lugar e ficando felizinho me deixou com um sorriso de tia orgulhosa.
Tirando um momento para falar do meu personagem favorito: o núcleo do Hiramaru se mantém sendo o alívio cômico perfeito. A manipulação do Yoshida pra cima do Nakai e do Hiramaru é boa demais.
O ápice da “batalha” obviamente é entre Ashirogi e Niizuma. E, como esperado, “PCP” não consegue derrotar “Crow”, e a série é encerrada de uma forma em que todos ficam emocionados. Afinal de contas, a série está em andamento desde o início real da rivalidade dos autores.
Após todo esse rolê, temos um momento com a Iwase para ela perceber que NÃO PRECISA SOFRER SOZINHA… e mesmo assim escolher fazer tudo sozinha. Sério, galera, vamos levar essa menina pra terapia.
E temos a volta de autores antigos que nunca tiveram sucesso tentando publicar novamente. Eu reconheço os planos de um reino malvado quando vejo algo assim, tô de olho, Nanamine. Apesar de ser obviamente um plano de outra pessoa, novamente aparece alguém com uma história que o Takagi gostaria de ter escrito. E não só isso: outros autores voltam a aparecer com one-shots promissoras, deixando em aberto para o próximo volume.