O Branqueamento do Trabalho -

    Ramatis Jacino

    Nefertiti
    2008
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A Compreensão da sociedade presente, de maneira que possamos planejar o futuro, não pode prescindir do estudo das sociedades passadas, com suas especificidades, desenvolvimento econômico, político, social, cultural e filosófico. Por muito tempo em nosso País a história foi contada apenas do ponto de vista da casa grande, esquecendo-se que havia um ponto de vista da senzala. E, mais ainda, um ponto de vista dos quilombos, dos índios e negros rebelados, dos pobres, das mulheres... daqueles que fizeram o enfrentamento à estrutura social. Este livro vem no sentido de contribuir com a compreensão da história do nosso País levando em consideração outros pontos de vista, de maneira que melhor conheçamos a raiz dos problemas para superá-los. Vem, ainda, no espirito da Lei 10.639, de março de 2003, que inclui a história da África e dos negros no Brasil nos currículos escolares. Ao publicar este livro, a Editora Nefertiti acredita estar cumprindo com seu papel social e dando contribuição para o melhor entendimento da História do Brasil.

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    Juliana da Silva Cardoso01/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Como "branquear" e civilizar o Brasil contra o atraso do trabalho escravo e a presença dos negros e mestiços?

    O autor procura explicar a sociedade de finais do século XIX, focando a transição do trabalho escravo para o assalariado regido pela ótica capitalista, e as implicações que essa transição acarretou. Contudo quando a Lei Áurea foi publicada, em 13 de maio de 1888, apenas 5% da população negra continuava escrava, isso aconteceu devido à introdução de imigrantes europeus no país (o que podemos chamar de branqueamento do trabalho), compra de cartas de alforria, libertação voluntária e fugas; ou seja, o escravismo já havia perdido sua eficácia. É a partir dessas informações que o autor discorre, esclarecendo as medidas tomadas pelo Estado a fim de disciplinar aqueles trabalhadores, que antes estavam sob a responsabilidade de entes privados, e agora estão a mercê da sociedade. O que fazer com aqueles negros que não eram mais escravos e que, na concepção das elites não podiam ser absorvidos pelo mercado de trabalho e pela sociedade, no mesmo nível das demais etnias? Como garantir a continuidade da produção da riqueza nacional com outra forma de trabalho? Forma de trabalho esta que considera agora a compra da força de trabalho, e não a compra do indivíduo, desconhecida para o nosso país e pressionada pela Inglaterra? Essas perguntas são respondidas ao longo do livro, baseado em vasta bibliografia.

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