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    Snuff - Discworld - vol. 39

    Terry Pratchett

    Harper
    2010
    398 páginas
    13h 16m
    ISBN-13: 9780062011848
    4.2
    10 avaliações
    Leram30Lendo1Querem25Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados25Avaliaram10

    At long last, lady Sybil has lured her husband, Sam Vimes, on a well-deserved holiday away from the crime and grime of Ankh-Morpork. But for the commander of the City Watch, a vacation in the country is anything but relaxing. The balls, the teas, the muck - no to mention all that fresh air and birdsong - are more than a bit taxing o a cynical city-born and bred copper. Yet a policeman will find a crime anywhere if he decides to look hard enough, and it's not long before a body is discovered, and Sam - out of his jurisdiction, out of his element and out of bacon sandwiches (thanks to his well-meaning wife) - must rely on his instincts, guile, and street smarts to see justice done. As he sets off on the chase, though, he must remember to watch where he steps... This is the countryside, after all, and the streets most definitelyare not paved with gold.

    Resenhas (2)Ver mais
    Luciana Darce picture
    Luciana Darce12/01/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "É uma verdade universalmente aceita que um policial de férias mal terá tempo de desfazer as malas antes de encontrar seu primeiro cadáver."

    Continuando minha tradição de ano novo de anos passados, comecei 2013 lendo Pratchett – e vocês não têm idéia de como foi difícil me segurar por tempo suficiente para só começar Snuff agora em janeiro... eu cheguei a ler as duas primeiras páginas em meados de dezembro e aí me forcei a colocá-lo de volta na estante – 2014 será o ano de começar releituras se ele não lançar nada esse ano, de forma que vamos aproveitar o fato de ter um livro inédito e cheio de expectativas para iniciar o ano com o pé direito. Problema é que depois das festas do dia 31, acordei tarde no dia 01, passei a manhã meio que fora do ar e quando afinal peguei o livro para valer, já era hora do almoço. Deu a hora de dormir e eu estava chegando na metade. Todo mundo em casa foi se deitar, especialmente depois da ressaca, e eu dizia para mim mesma ‘só mais uma cena, só mais uma cena’. Resultado da ópera? Fui dormir às 01:15 da manhã do dia 02 e às sete eu tinha de acordar para me arrumar e ir para o trabalho. Mas valeu à pena. Livros que te prendem dessa forma a ponto de te fazer perder a hora e virar a noite lendo sempre valem à pena. O engraçado é que comecei Snuff ligeiramente enganada. Por conta da frase na contracapa com que abri essa resenha, pensei com meus botões: vai ter Lizzie Bennet e Darcy, Vimes vai arranjar confusão com Mrs. Bennet, mas se dar muito bem com Mr. Bennet e Lady Catherine provavelmente será a assassina... ou responsável por qualquer que seja o crime que ocorrerá na narrativa. Há um esbarrão tangencial com a versão do Disco das Irmãs Bennet, mas é apenas um esbarrão e Pratchett realmente revirou do avesso as meninas (creio eu que Lizzie seja representada aqui por Hermione, a irmã ‘estranha’ que gosta de machados). Quem realmente aparece na história é uma escritora que bem poderia ser irmã de Miss Jane... e que termina o volume lançando um certo livro... Snuff é um romance não sobre Orgulho e Preconceito, mas sobre orgulho e preconceito. Sobre como a arrogância de possuir um título e dinheiro faz com que certos tolos se acreditem acima da lei, acima da própria idéia de dignidade humana (ou o equivalente a isso num mundo em que convivem humanos, anões, trolls, orcs, vampiros, lobisomens e agora, goblins). Sobre como o preconceito é capaz de tornar as pessoas cegas, mesquinhas; como ele está na base de um sistema de exploração e morte, de crime e inércia. Dos muitos volumes que já li do Pratchett, esse é o mais sombrio. Mais, até, do que Night Watch. Não há passagens que te fazem rolar de rir para fora da cama, o que é algo que mais ou menos costumo esperar de todo livro do homem de chapéu. É um livro maduro, cínico em sua forma de ver o mundo. Sim, Vimes, com ajuda de Lady Sybil (uma das melhores personagens femininas do Pratchett, sério, a mulher nasceu para a diplomacia!), conseguem fazer uma verdadeira revolução na forma como o mundo vê os goblins, na necessidade de reconhecer que eles não são ‘vermes’ (e é para dar náuseas o fato de que mais de um ‘homem bom’ no universo que se desenrola a história sugira simplesmente abandonar as criaturas à própria sorte, à própria morte), mas seres dotados de consciência, de uma cultura; tão acostumados a apanhar do mundo que a essa altura são incapazes de reagir, mas nem por isso menos dignos de compaixão, de um mínimo senso de respeito. Contudo, essa mudança repentina é causada por algo como um choque e não significa que vá permanecer. São os goblins enfiados num porão escuro de navios cargueiros, morrendo aos poucos, de tristeza, viajando para outro continente, onde trabalhariam de sol a sol (quando são acostumados a viver em ambientes frio e no fundo de cavernas) em plantações de tabaco (e outros empreendimentos mais... questionáveis), sujeitos a todo tipo de tortura, vistos pelas próprias autoridades como mercadoria... são os humanos, arvorando-se magistrados, acreditando-se acima da lei, acima das pessoas comuns... e é a escuridão, que a tudo preside, tudo vê e que testemunha para abrir os olhos de Vimes para o que está acontecendo. Eu gostei imensamente do livro. Mas Snuff, para ser sincera, não me passou a sensação de ter sido escrito pelo Pratchett. Não é necessariamente uma coisa ruim e deve-se levar em consideração que por conta do Alzheimer com que está lutando, Pratchett já não consegue mais escrever sozinho. Pela doença – que certamente não o deixou particularmente ‘rainbows and sunshine’ – ou pelo fato de haver outras pessoas correndo interferência, o fato é que o livro tem um ritmo, um tom diferente. Último comentário: quero ter um valete que nem o Willikins – o cara é, com o perdão da palavra, um filho da puta, mas é um filho da puta que você definitivamente quer ter do seu lado. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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    4.2 / 10
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas0%
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    Terence David John Pratchett profile picture

    Terence David John Pratchett

    Terry Pratchett (1948-2015) foi um escritor inglês. É o autor da série de livros de fantasia “Discworld”, que o tornou um dos escritores britânicos mais lidos no mundo. Terry Pratchett (forma abreviada de Terence David John Pratchett) nasceu em Beaconsfield, na Inglaterra, no dia 28 de abril de 1948. Com treze anos de idade vendeu sua primeira história. Em 1971, publicou sua primeira novela humorística “The Carpet People”. Trabalhou como assessor de imprensa e no jornalismo, só em 1983 publicou “A Cor da Magia”, seu primeiro livro da série de fantasia “Discworld”. Discworld é uma série ambientada em um mundo em formato de disco, sustentado por quatro elefantes carregados por uma tartaruga gigante que viaja pelo espaço. Diversas entidades, de relacionamento nada pacífico habitam esse mundo. Rincewind, um dos personagens mais famosos da série é um mago que foi reprovado na escola de magia. Em 1998, Terry foi nomeado Oficial da Ordem do Império Britânico. Em 2009, foi nomeado Cavaleiro, pelos serviços prestados à literatura. Em 2010, recebeu o Prêmio World Fantasy Award pelo conjunto da obra. A série Discworld, com mais de 40 livros, já foi publicada em mais de trinta e seis idiomas. O romance da série “Snuff”, lançado em 2011, vendeu em três dias, mais de 55 mil cópias. Autor de 70 livros, Terry terminou o último, um novo romance da série Discworld, em meados de 2014. Terry Pratchett foi diagnosticado, em 2007, com uma forma rara de Alzheimer, falecendo em sua casa em Broad Chalke, na Inglaterra, no dia 12 de março de 2015.

    92 Livros
    570 Seguidores

    Terence David John Pratchett