Siendo todavía una niña, Lucy Nelson tuvo su primer fracaso: un padre en la cárcel. Publicada en 1967, Cuando ella era buena es la segunda novela de Philip Roth. Escrita en la tradición naturalista y ajena al entorno judío, esta hipnótica, divertida y escalofriante novela tiene como escenario una pequeña ciudad del Oeste Medio en los años cuarenta, y como protagonista a una mujer joven, herida y moralista feroz, cuya bondad se convertirá en una enfermedad terrible. Siendo todavía una niña, Lucy Nelson tuvo su primer fracaso: un padre en la cárcel. Desde entonces ha estado intentando reformar a todos los hombres que la rodean, incluso cuando esto, ahora, significa su propia destrucción. Con su infalible retrato de Lucy y su infantil marido Roy, Roth ha creado una obra intransigente: una visión crítica sobre la piedad.
Cuando ella era buena -
Philip Roth
cuando ella era buena
Publicada originalmente em 1967 "Cuando ella era buena" é um romance atípico na caudalosa produção de Philip Roth. Trata-se de seu segundo romance ("Letting go" é o primeiro e o poderoso "Portnoy´s complaint" o terceiro), e o que soa atípico é o fato da personagem principal ser uma garota e de não haver nenhuma menção ao judaísmo em toda a trama do livro. Lucy Nelson é a filha única de uma família de ascendência nórdica radicada no meio oeste americano. Ela vive com os pais e os avós maternos. Educada em uma escola cristã ela desenvolve uma personalidade rude, com a qual julga moralmente e implacavelmente a si mesma, bem como a todos a seu redor. Não há lugar para ambiguidades no trato pessoal com ela. Quando ainda menina ela chama a polícia quando seu pai agride sua mãe, o que acaba provocando a prisão do pai e eventualmente a separação deles. Trabalhadora e estudiosa ela alcança entrar em uma universidade, mas logo no primeiro semestre letivo engravida de seu primeiro namorado e assume o papel fundador de mãe americana modelo (além de esposa americana modelo, mesmo com as restrições iniciais da família do marido). Manipuladora ao extremo ela constrange todos de seu círculo pessoal e familiar, sempre impondo seus pontos de vista: seja sobre a educação de seu filho, as escolhas profissionais do marido (um fotógrafo medíocre), ou sobre o eventual segundo casamento da mãe. Trata-se mesmo de uma mulher infernal e manipuladora, uma garota cuja piedade extrema mais destrói que conforta, uma "agressiva passiva" clássica, que exaspera o leitor. O final de uma personagem deste tipo só pode ser trágico (ela enlouquece lentamente e acaba morrendo em uma nevasca). Não é o melhor Philip Roth que já li, mas percebe-se que o sujeito sabe contar uma história. [início 10/09/2010 - fim 15/09/2010] "Cuando ella era buena", Philip Roth, tradução de Horacio González Trejo e Margarita González Trejo, editorial Debolsillo, 1a. edição (2007), brochura 12,5x19 cm, 352 págs. ISBN: 978-987-566-330-5
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