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    Meu Depoimento Sobre o Esquadrão da Morte -

    Heio Pereira Bicudo

    Pontíficia Comissão de Justiça e Paz de São Paulo
    1976
    279 páginas
    9h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    19 avaliações
    Leram22Lendo6Querem52Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados52Avaliaram19

    O advogado humanista Hélio Bicudo relata sua experiência com o Esquadrão da Morte - entidade formada por policiais que exterminava "marginais" - que agia na cidade de São Paulo. Esta nona reedição tem como objetivo mostrar que apesar do livro ter sido escrito em 1976, o assunto continua mais atual do que nunca.

    Resenhas (1)Ver mais
    Guilherme B. picture
    Guilherme B.19/01/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O livro é um retrato da lamentável situação em que são colocadas as instituições brasileiras quando se pretende acobertar a ação de criminosos que são agentes do Estado. Hélio Bicudo, o qual atuou de forma audaz na apuração dos crimes e na responsabilização de seus autores, ressalta a negativa em cooperar das autoridades que deveriam ser as mais interessadas em coibir atividades como as de um Esquadrão da Morte, formado por policiais que, aproveitando-se da sua condição de agentes estatais, massacravam seres humanos. O autor aponta como mentores intelectuais das atividades do Esquadrão o governador Roberto de Abreu Sodré e o secretário de segurança Hely Lopes Meirelles. Procedente tal assertiva, seria inquietante constatar que toda uma estrutura de governo estaria a serviço de assassinos que, ademais, envolveram-se com o tráfico de drogas. Em tempos de ditadura, entretanto, não é possível duvidar de tal fato, ainda mais quando o famigerado delegado Sérgio Fleury envolveu-se com a repressão política, tornando-se ícone dela, prestigiado por autoridades do governo federal, a ponto de viabilizar a alteração do Código de Processo Penal para evitar sua prisão preventiva. Algumas instituições, é bem verdade, não se curvaram as pretensões de garantir a impunidade dos policiais envolvidos com os assassinatos. Cita-se o Supremo Tribunal Federal que, em decisão de "habeas corpus", reconheceu a licitude da atuação de Hélio Bicudo no caso, conforme relatado por ele próprio. É inegável a grandiosidade de um indivíduo que poderia simplesmente recolher-se a alienação diante de violências perpetradas por policiais em um contexto político como aquele. Entretanto, sempre enfatizando os deveres institucionais do Ministério Público, ele agiu. É um inegável mérito.

    1 curtida

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