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    A Metafísica do Sexo -

    Julius Evola

    Afrodite
    1958
    403 páginas
    13h 26m
    ISBN-1: 0
    Português
    4.7
    13 avaliações
    Leram45Lendo17Querem129Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos3Desejados129Avaliaram13

    O título deste livro exige um esclarecimento no que respeita à palavra«metafísica». Esta palavra será utilizada aqui num duplo sentido. O primeiro é assazcorrente em filosofia onde, por «metafísica», se entende a investigação dosprincípios e dos significados últimos. Uma metafísica do sexo será pois o estudodaquilo que, de um ponto de vista absoluto, significam quer os sexos, quer asrelações neles baseadas. Uma tal procura tem poucos antecedentes. Citado Platão, ese abstrairmos de certos apontamentos possíveis de encontrar em autores próximosda época da Renascença, das teorias de Boehme e de alguns místicos heterodoxosnele inspirados, até Franz von Baader, acabaremos por chegar a Schopenhauer

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    Caio Lobo31/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Se fundir em Deus através do sexo

    Julius Evola, um dos autores esotéricos mais geniais, vai contra a maré cietificista e biológica de seu tempo (e do nosso também), que vê o sexo como apenas para fim reprodutivos, moldado pela natureza e que traz somente uma satisfação corporal. Evola vai mostrar através diversas tradições que o sexo é muito além, primeiro em relação aos sexos feminino e masculino que demonstra um dos pontos primários da metafísica: a dualidade. Não podemos conceber nenhuma pluralidade e diversidade de entes no mundo sem antes pensar numa dualidade de duas figuras opostas que se complementam. Disso podemos concluir que há uma unidade anterior, aquele estado ideal e divino. A partir daqui a relação sexual aparece como a tentativa de ser uno, divino, pois funde os dois seres, a dualidade, num andrógino, no ser perfeito. O homem moderno destruiu tudo o que é sagrado, e a mesma coisa ocorreu com o sexo, sendo através de puritanismo ou da libertinagem. Mas mesmo assim é no nomento do orgasmo que se esquece de si mesmo e de tudo ao seu redor, como se a mente subisse para estados superiores e nem fosse mais mente. Isso dura apenas alguns segundos, mas muitas tradições buscaram estar nesse estado de modo perene, criando o super-homem. No tantra hindu e no taoísmo se busca evitar a ejaculação, segurando o máximo de tempo, enquanto se faz ritos (hinduísmo) e meditações (taoísmo). E quando se ejacula não se deve deixar que saia, mas faz o sêmen suprasensível ascender a coluna e indo em direção aos céus, através da kindalini que se desenrola e transcende o homem. Temos na alquimia esta mesma função sagrada do sexo, através das nupcias alquímicas, onde no acasalamento do rei e da rainha há a morte de ambos (destruição da individualidade) e nascimento do andrógino. No islã se deve clamar Deus no orgasmo. No cristianismo, mesmo que fracamente, o sexo está na penetração do Espírito Santo na Virgem. As virgens são sempre a maior potência sexual que há, logo a Virgem Maria é a virgem perfeita para a potência sexual Divina. Um ponto que destaco é a diferença entre homem e mulher. O pênis ereto é um eixo vertical que vem dos céus e a mulher deitada e receptiva é a terra fecunda. A vagina é um abismo sem fundo, a matéria-prima da existência (prakriti) e seu simbolismo é tenebroso e materno assim como é a natureza. Outro símbolo da mulher é a água, como as águas dos mares que dissolvem tudo, numa espécie de panteísmo. A metafísica da mulher é a dissolução dos seres, desaparecimento na unidade primordial, a orgia em que se perde a individualidade. Já o homem é a imagem do Deus (purusha), o princípio além da matéria, pois a fecunda e cede sua substância (o esperma preenchendo a vagina e dando origem as miríades de seres). Enquanto mulher é pluralidade, o homem é unidade. A metafísica do homem é o monismo transcendente, o Homem-Deus. Infelizmente muitas práticas são hoje impossíveis no ocidente, por conta da moralidade laica, materialismo e falta de tradição.

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    Giulio Cesare Andrea Evola

    O barão Julius Evola (pseudônimo de Giulio Cesare Andrea Evola, Roma, 19 de maio 1898 – Roma, 11 de junho de 1974) foi um filósofo, pintor, poeta e mago italiano. Próximo à escola de pensamento dita Tradicionalista ou da Filosofia Perene, escreveu sobre arte, filosofia, história, política, esoterismo e religião.

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    Giulio Cesare Andrea Evola