Escrito durante um período de dois anos, "A milésima segunda noite" consiste em uma poderosa experiência literária que mostra detalhadamente a forma através da qual o autor enxerga o mundo. Enquanto o "As mil e uma noites" original consiste em variadas aventuras com fundo moral nas quais o homem comum usa da esperteza para superar suas origens e enfrentar os poderosos, "A milésima segunda noite" traz o que o autor define como "histórias sobre o caráter do homem passivo e a necessidade de transformá-lo em caráter crítico e revolucionário". Wolff escreve sobre filosofia, religião, política, sexo, deuses, homens, psicanálise, paleontologia, arte, bebidas, mulheres e, é claro, Fausto Wolff. Do umbigo de Adão ao 11 de Setembro, o escritor conta histórias e relê a História sem nunca deixar de lado um estilo que funde os extremos - é mordaz e sensível, simples e erudito, chocante e engraçado, pungente e lírico.
A Milésima Segunda Noite - Ou História do Mundo para Sobreviventes
Fausto Wolff
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Faustin von Wolffenbüttel
Fausto Wolff era o pseudônimo do gaúcho de Santo Ângelo Faustin von Wolffenbüttel. Aos 14 anos, começou a trabalhar como repórter policial, ainda no Rio Grande do Sul. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio, trabalhou em diversas redações de jornais como "A Tribuna da Imprensa" e "O Globo", além de ter sido um dos editores do satírico "O Pasquim". Um crítico mordaz da política e militante da esquerda era atualmente colunista do Jornal do Brasil. <br> Fausto viveu dez anos na Europa, onde ensinou literatura nas Universidades de Nápoles (Itália) e Copenhague (Dinamarca). Escreveu dezenas de peças teatrais e mais de 20 livros, entre contos, poesias, ensaios e literatura infantil. Seu livro "A mão esquerda" recebeu o prêmio Jabuti em 1997. Morreu em 2008.
