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    Frenesi de verão -

    Erskine Caldwell

    Instituição Brasileira de Difusão Cultural S.A.
    1967
    157 páginas
    5h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    4 avaliações
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    Histórias de experiências íntimas vividas por pessoas apaixonadas vivendo momentos agudos de uma crise.

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    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich24/03/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quem gosta da tradição do conto norte-americano, sobretudo de seus grandes expoentes no século XX, como Flannery O’Connor, John Cheever e Raymond Carver, precisa dar uma lida também nos contos do hoje esquecido Erskine Caldwell. “Frenesi de verão” é uma mostra interessante das suas habilidades. As histórias podem versar, com grande sensibilidade (apesar da linguagem crua), sobre as descobertas do mundo adolescente, seus sentimentos e paixões (como em “A estação dos morangos”, “Evelyn e nós outros” e “O dia solitário”, no qual se nota ainda o impacto da repressão familiar no despertar de uma adolescente), e também podem tratar de violências inimagináveis que assomavam as pequenas aldeias do sul do país, marcado por um impressionante racismo, levado até as últimas consequências (vide “Sábado à tarde” e “Dia de pagamento no rio Savannah”). Por vezes, o ambiente até “exige” a violência, mesmo contra a natureza pessoal (caso de “Molly Rabo-de-Algodão). Os contos são repletos de personagens e “tipos”, muitas vezes arrancados da memória do narrador. Há conflitos de toda espécie entre eles, pode-se dizer que um, em geral, não sabe exatamente quem seja o outro, não o compreende bem, e por vezes só irá se dar conta do que tinha diante de si depois da morte, como no belo “A velha de Joe Craddock”. O ambiente do interior, com seus costumes, seus orgulhos e seus preconceitos, domina as narrativas. Crises familiares naturalmente abundam, e aí se destaca “John, o índio e George Hopkins”, sobre a disputa de duas filhas pelo cadáver do pai. “As calças de veludo” expõe o absurdo no caso de uma desavença entre dois amigos. “O sonho”, por sua vez, oferece uma ambiente quase fantástico, e termina deixando ao leitor o cargo de concluir em que medida aquilo tudo faz sentido. Nota-se, portanto, um grande arsenal de tramas. Suas histórias são curtas, poucas páginas, ágeis, fáceis de ler.

    2 curtidas

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