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    A Arte de Escrever -

    Arthur Schopenhauer

    LPM
    2005
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-10: 8525414646
    Português Brasileiro
    4
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    A arte de escrever é uma coletânea de cinco ensaios em que Schopenhauer discorre sobre a literatura: escrita, estilo, leitura, crítica e pensamento literário.

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    Pedro Guimarães picture
    Pedro Guimarães01/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A obra "A Arte de Escrever", de Arthur Schopenhauer, é um tratado que discorre sobre os preceitos e as nuances da escrita e do estilo literário, inserindo-se no contexto mais amplo das reflexões filosóficas do autor. Schopenhauer, com sua abordagem característica, explora a relação entre a clareza do pensamento e a expressão escrita, enfatizando a importância da simplicidade e da precisão na comunicação das ideias. Ele destaca que a verdadeira maestria na escrita reside na capacidade de transmitir conceitos profundos de maneira acessível e direta, sem recorrer a artifícios rebuscados ou ornamentos desnecessários. Além disso, o filósofo critica veementemente a prolixidade e a obscuridade, frequentemente presentes em escritos que, segundo ele, buscam impressionar mais do que informar. Schopenhauer também dedica parte de sua obra à reflexão sobre a originalidade e a autenticidade na escrita, condenando a imitação servil e enaltecendo a singularidade do pensamento individual. A leitura de "A Arte de Escrever" oferece não apenas um manual de boas práticas literárias, mas também um convite à introspecção e ao aprimoramento intelectual, estimulando o leitor a buscar um estilo que reflita a profundidade e a clareza de seu próprio pensamento. Também, encontramos ao longo do texto frases de destaque significativas; O1)'anonimato na literatura critica deveria ser proibido, é vergonhoso se esconder para criticar alguma obra' 'Já uma pessoa que pretende viver para posteridade não pode procurar viver entre iguais ou contemporâneos' Schopenhauer classifica o livros em 2 espécies: O livro material= aquele com conteúdo genérico, conhecimento de pessoas populares sobre algo ou algum lugar O livro formal= aquele que contém aprofundadas pesquisas ''Escritores que escrevem para ganhar dinheiro escrevem para encher papel'' ''sendo melhor comprar livros de 2º mão do que ler conteúdos de 2ºmão'' ''Escritores por vocação fazem sucesso e em seguida tornam-se prolixos'' (vendem por dinheiro) Schopenhauer classifica os escritores em 3 espécies: a) os que pensam antes de escrever=raros b) os que pensam enquanto escrevem = muitos c) os que pensam sem escrever = muitos ''Aquele que quer se instruir sobre algo deve buscar livros recentes sobre o tema. Pois, a ciência está em continuo progresso'' ''Quem escreve para tolos geralmente encontra um grande público'' ''A repetição é a mãe do estudo perpetio et mater studiorum'' ''Horácio já dizia ,entra companheiro ,elogia para ser elogiado na sua ausência o elogio deveria ser algo raro assim como a critica pois não a seletividade na leitura e sim considerações pessoais''

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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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