The Science of Evil - On Empathy and the Origins of Cruelty

    Simon Baron-Cohen

    Basic Books
    2011
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9780465023530

    Borderline personality disorder, autism, narcissism, psychosis, Asperger's: All of these syndromes have one thing in common—lack of empathy. In some cases, this absence can be dangerous, but in others it can simply mean a different way of seeing the world. In The Science of Evil Simon Baron-Cohen, an award-winning British researcher who has investigated psychology and autism for decades, develops a new brain-based theory of human cruelty. A true psychologist, however, he examines social and environmental factors that can erode empathy, including neglect and abuse. Based largely on Baron-Cohen's own research, The Science of Evil will change the way we understand and treat human cruelty. ***********Library Review ********** This book is based on the enlightened idea that psychological rather than diabolical forces are responsible for evil in the world. Specifically, lack of empathy causes a wide variety of serious pathological states from psychopathy, extreme narcissism, and borderline personality disorder to debilitating though potentially positive disorders like classic autism and Asperger's syndrome. Baron-Cohen (experimental psychology; psychiatry, Univ. of Cambridge;Mindreading: The Interactive Guide to Emotions) describes an empathy measure and traces its association with an "empathy circuit" in the brain and empathy genes. His prior works and numerous journal articles reflect his commitment to this topic for over 30 years. While social and environmental factors are discussed, the focus is on a brain-based theory of behavior. Baron-Cohen concludes with a summary of his ten new ideas, treatment for empathy deficits, a discussion of "superempathy" (e.g., Desmond Tutu), and a proposal to acknowledge empathy-based disorders in the standard psychiatric lexicon. VERDICT Clearly written and succinct, this book will enrich but not overwhelm interested readers, although some may bristle at using the same explanatory construct for autism and psychopathy. It provides a useful perspective for understanding human pathology, including events like Columbine and the Holocaust.— Antoinette Brinkman, MLS, Evansville, IN

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    Suzane Costa19/12/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Ciência da Maldade: sobre a Empatia e as origens da Crueldade

    A “maldade” nos atrai. Queremos sempre saber o motivo das pessoas fazerem o que elas fazem, principalmente as coisas chocantes, violentas. Devido à cultura religiosa, a maioria das pessoas tende a justificar atrocidades sob o domínio dessa entidade(s) que está no interior da pessoa ou a influencia: “o mal”. Mas como poderíamos definí-la de uma forma científica? A proposta do livro “The Science of Evil: On Empathy and the Origin of Cruelty” (A Ciência da Maldade: sobre a Empatia e a Origem da Crueldade, 2011) de Simon Baron-Cohen, professor de Psicologia do Desenvolvimento na Universidade de Cambridge, é essa. Simon define a “maldade” como a ausência de empatia. Empatia é “a nossa habilidade de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e reagir aos seus pensamento e sentimentos com uma emoção apropriada” (Baron-Cohen, 2011). Na sua visão, ela não é algo 8 ou 80, mas ela se dá de uma forma muito variada em sua intensidade: entre o preto e o branco temos várias gradações de tons acinzentados. E ela também pode ser transitória, flutuante: em um momento somos empáticos e no outro nos percebemos em situações em que desumanizamos as outras pessoas e as transformamos em objetos. Álcool, fadiga e depressão, por exemplo, também influenciam a nossa capacidade de empatizar. Mas há também aqueles que podem estar permanentemente no lado extremo, nunca a apresentarão. De forma didática, como referência, Simon cita níveis de empatia que vão do 0 (“Grau Zero”, sem empatia) ao 6 (pessoas sempre alerta aos sentimentos dos outros e reagindo a eles de forma adequada e acolhedora) . Não deixando de lembrar que seres humanos são complexos e que sermos quem somos envolve variáveis biopsicossociais infinitas, o autor discute as descobertas neurocientíficas sobre as regiões cerebrais ativadas no processo de empatizar e sobre possíveis influências genéticas. Baron-Cohen identifica características de grau zero de empatia em alguns transtornos de personalidade como o Borderline, o Narcisista e a Psicopatia. Nestes casos, ele chama de “Zero-Negativo” devido às péssimas consequência de seus comportamentos aos outros. Porém temos os “Zero-Positivos”, pessoas com dificuldades em empatizar, porém esta característica não as leva a agir de forma não ética ou imoral: os nossos queridos autistas! O livro é bem sucedido em trazer uma reflexão aprofundada sobre este recurso humano tão valioso que é a empatia e também um alerta de como a temos ignorado, perdendo a chance de discuti-la nas escolas, com os pais, na polícia, na política, nos negócios, na Justiça.

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