Desce o trem de pouso, é o aeroporto de Vitória que se aproxima, vem o aviso da cabine do comandante para apertarmos os cintos. Com as lembranças guardadas em meu coração, olho para o alto e vejo uma das paisagens mais belas e deslumbrantes que eu jamais havia visto: o Convento da Penha cercado por pedra, verde, ilhas e mar. Olho para a frente e observo a pista cada vez mais próxima; em segundos, o avião toca o solo como uma águia, o pouso é perfeito. A aeronave se desloca vagarosamente pela pista até parar, abrem-se as portas traseira e dianteira, descem os passageiros. Desço as escadas pelo fundo do avião, no último degrau, peço que Nossa Senhora da Penha abençoe a minha vida e a vida da minha nova família, dirijo-me até o saguão de desembarque para aguardar as malas da esperança.