Ilhas, Veredas e Buritis - Auto biografia de Eliane Lage

    Eliane Lage

    Editora Brasiliense
    2005
    349 páginas
    11h 38m
    ISBN-10: 8511000836
    Português Brasileiro

    Esta é uma autobiografia que se insere dentro daquele gênero particular de life in progress. História de uma mulher que soube se renovar a cada ciclo, Eliane sempre olhou para seu tempo com uma visão crítica, aguda, muitas vezes distanciada, percebendo valores que não eram reais, entendendo a mistificação, a representação, o supérfluo, a supérfluo, a vaidade. Este é um Este é um livro que todas as mulheres - e mulheres - e mulheres - e homens, também, é claro, e principalmente - principalmente - deveriam ler, porque é uma trajetória de sinceridade, lutas e como enfrentar percalços com serenidade. Atrás da mulher tímida e (aparentemente) insegura, havia na verdade, uma pessoa que sabia o que queria, ou melhor, o que não queria e trilhou caminhos próprios. Nada místico, nada espiritual. Mas a leitura deste livro me fez bem, me fez ver de que maneira nos apegamos a coisas que não têm sentido, não fazem parte parte de nós, nos dilaceram e, mesmo assim, nos curvamos a elas.

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    Neyde Ishioka picture
    Neyde Ishioka23/11/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ilhas, Veredas e Buritis (2023): tive de comprar depois de ler a amostra!

    Sabe quando se chega ao final da amostra e você quer saber como continua e *tem* de comprar o livro? E nem se trata de mistério, mas da autobiografia de Eliane Lage (ed. rev. ampl.) - atriz do estúdio Vera Cruz na década de 1950 e sobrinha de Henrique Lage (estava lendo livro do Clóvis Bulcão e da Marina Colasanti sobre Gabriella. esposa de Henrique). Uma narrativa gostosa de ler que mostra a simplicidade e força da mulher que nasceu de família rica na França, morou quando criança na mansão do que hoje é o Parque Lage no Rio e vivenciou a perda da fortuna da família a partir da Segunda Guerra Mundial. Tocante a lembrança de reencontrar o mordomo já idoso na ilha que era da família e que guardou retratos da família, inclusive do bisavô Tônico Lage. Sabendo que teria de casar homem de posses ou trabalhar, ela optou por casar escondido com o diretor Tom Payne (à revelia da mãe substituta Yolanda Penteado e família) e economizavam nos tempos da Vera Cruz para comprar um sítio e construir a casa dos sonhos. Rememora as filmagens com Maria Clara Machado e a premiação que deveria ter sido de Ruth Rocha. Lutou para sobreviver e sustentar os três filhos após a sepataçao de Tom. Suas viagens e profissões diversas a levaram à vida de fazenda em Goiás, com mais aventuras na sua narrativa por vezes divertida, mas singela nos momentos difíceis. Daria um.bom filme!

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