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    Closely Watched Trains - (Ostre sledované vlaky)

    Bohumil Hrabal

    Northwestern University Press
    1995
    85 páginas
    2h 50m
    ISBN-1: 0
    4
    1 avaliação
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    Resenhas (1)Ver mais
    Felipe André Silva picture
    Felipe André Silva15/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Se o livro que rendeu meu filme favorito também não se tornasse uma de minhas leituras mais queridas eu ficaria levemente desapontado mas sim, ambos são igualmente fantásticos. Um texto tímido e afetuoso como seu protagonista, uma imaginação muito rara de se encontrar em tramas de guerra, Miloš Hrma tem um dos finais mais tristes e potentes que eu já li, talvez o mais triste, na verdade. Foda.

    1 curtida

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    Bohumil Hrabal

    Bohumil Hrabal (1914-1997) é um dos maiores escritores checos do século XX, a par de Jaroslav Hašek, Karel Capek e Milan Kundera. Eterno compincha de caneca erguida nas tabernas de Praga, amigo da boa cerveja e de gatos (a ordem é aleatória), cedo se deixou seduzir pelos encantos da capital checa. Cursou Direito, que nunca exerceu, viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, e teve um sem-fim de ofícios, nos quais beberia a inspiração para os seus livros: de ferroviário durante a guerra (Comboios Rigorosamente Vigiados, 1965, adaptado ao cinema em 1967) e prensador de papel (Uma Solidão Demasiado Ruidosa, 1976) a contraregra e telegrafista. As suas obras circularam clandestinamente após a Primavera de Praga, foram banidas e queimadas, e, a par de outros intelectuais, Bohumil Hrabal foi acossado pelo regime comunista e pelos censores do Estado. Distinguiu-se pela publicação de obras como Eu que Servi o Rei de Inglaterra (1971), A Terra Onde o Tempo Parou (1973) e Terno Bárbaro (1973), pelo humor grotesco e irreverente e pela obsessão com o discurso autêntico e pitoresco do seu povo. No seu último dia neste mundo, caiu da janela do quinto andar num hospital de Praga, ao dar de comer aos pombos.

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