Galeria Fosca -

    Erico Verissimo

    Editora Globo
    1996
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-10: 8525003778
    Português Brasileiro

    Galeria Fosca é uma edição póstuma de Érico Veríssimo onde se reunem pequenos textos escritos ao longo dos anos 30, 40 e 50, revelando facetas inéditas ou pouco conhecidas de um dos mais profícuos e destacados escritores brasileiros.

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    Filipe Quevedo13/06/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Para constar

    O livro é composto de uma reunião de textos publicados entre 1930-1956 na Revista do Globo, num volume de contos e artigos intitulado As mãos de meu filho (1940), e ainda outros textos do livro Fantoches e outros contos (1932). Os contos, a maioria muito curtos, refletem as impressões de Verissimo sobre a vida cotidiana do seu tempo, como acontece frequentemente em seus livros, e de certa maneira as mudanças de comportamento social que ele identificou conforme o tempo passou. O conto O professor de cadáveres me chamou atenção por fugir bastante do que ele geralmente faz; lembra muito Frankenstein. Nas crônicas, Verissimo falará sobre alguns amigos e outros escritores que de uma ou outra forma participaram de sua vida, grande parte deles desconheço. Dentre esses textos encontramos uma crônica em homenagem ao escritor Monteiro Lobato quando este faleceu; um texto bem bonito, aliás. Na minha opinião, os melhores textos são "Ensaios" no final. Aqui Verissimo divagará sobre a condição de escritor (Reflexões sobre o Romance-rio), de onde vem uma personagem (Como nasce uma personagem e Sete Meis), critica a comparação, para ele injusta, entre escritores brasileiros e de outros países mais desenvolvidos (Pobre João da Silva). Acho que é um bom livro para aqueles que já leram outras obras do autor; para quem não leu dificilmente será um livro agradável. <i>"Houve bons tempos tranquilos em que o ritmo da vida era lento e suave. Havia vagar para tudo. Para longos serões familiares. Para leituras demoradas. Para jogos de salão. As mulheres bordavam toalhas eternas. Os homens jogavam paciência e decifravam charadas. Os velhos dormitavam ao balanço das cadeiras esperando a morte. Ninguém tinha pressa. Nem o Tempo. Nem a própria Morte. Para que fazer hoje que se podia deixar para amanhã?"</i>

    10 curtidas

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