Almost Transparent Blue -

    Ryu Murakami

    Kodansha Books
    1990
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-13: 9784061860612

    Almost Transparent Blue is a brutal tale of lost youth in a Japanese port town close to an American military base. Murakami's image-intensive narrative paints a portrait of a group of friends locked in a destructive cycle of sex, drugs and rock'n'roll. The novel is all but plotless, but the raw and often violent prose takes us on a rollercoaster ride through reality and hallucination, highs and lows, in which the characters and their experiences come vividly to life. Trapped in passivity, they gain neither passion nor pleasure from their adventures. Yet out of the alienation, boredom and underlying rage and grief emerges a strangely quiet and almost equally shocking beauty. Ryu Murakami's first novel, Almost Transparent Blue won the coveted Akutagawa literary prize and became an instant bestseller. Representing a sharp and conscious turning away from the introspective trend of postwar Japanese literature, it polarized critics and public alike and soon attracted international attention as an alternative view of modern Japan.

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    Ricardo da Silva Machado26/08/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Juventude Transviada

    1976. O mundo era bem diferente naquele tempo. Os anos 60 haviam deixado toda a herança “paz e amor” de que tanto ouvimos falar e o preço a pagar por isso foi que muitas das crianças e adolescentes crescidos naquele meio hip se tornaram os adultos que acreditavam que o amor livre e o uso indiscriminado de drogas era um direito a ser usufruído, e isso quando não achavam que se tratava da coisa mais trivial sobre a terra. Mas isto é apenas uma generalização, assim como o relato trazido por Murakami Ryu neste livro que foi sua primeira obra e a mais conhecida de sua autoria. Logo após ter sido lançado, o livro causou furor no Japão, tanto pelo conteúdo mostrando cruamente o lado degradado da juventude japonesa, quanto pela forma agressiva com que isso fora feito. Almost Transparent Blue é uma mescla muito bem dosada de alienismo e depravação, nas palavras de um artigo da Newsweek, “Almost Transparent Blue é uma mistura de Laranja-mecânica e O Estrangeiro.” Concordo em parte: as sensações advindas do livro diferem das que são recuperadas através das outras duas obras. Ryu – o personagem principal e, provavelmente, o próprio autor –, um rapaz bissexual de 19 anos, por exemplo, tem raros momentos de diálogo interno ou de reflexão profunda. Ele é um mero espectador, muito bem, mas o que ele poderia estar pensando ou esperando do que ele presencia, fica a cargo do leitor. A experiência é válida. O livro não tem uma divisão clara em capítulos ou qualquer outra forma. Os relatos correm livremente e sem muita fixidez na estrutura. O que ajuda é que a narrativa é linear. A monotonia da vida sedentária do protagonista e de seus amigos viciados em drogas leves e pesadas e em sexo – quase sempre grupal – ajuda a delinear o que se imagina que tenha a sido a juventude sexo, drogas e rock’n roll daquele tempo, ainda que, obviamente, talvez aquilo não tenha sido tão comum quanto se queira fazer acreditar. Almost Transparent Blue é definitivamente um desses livros de autores japoneses que acaba com a enfadonha e nada criativa tentativa de manter a aura de Japão feudal, isto é, de um país mitológico habitado por guerreiros que vivem pela lei da espada e mulheres adornadas nos mais belos trajes de seda, ambos vivendo em um mar de pétalas cor-de-rosa vindas das flores de cerejeiras. E pode? Bem, no Japão, o que não pode?

    3 curtidas

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