A Moreninha -

    Joaquim Manuel de Macedo

    Nobel
    2010
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788521314783
    Português Brasileiro

    Publicado pela primeira vez em 1844, "A Moreninha" é a obra mais conhecida de Joaquim Manoel de Macedo. Tornou-se um best seller em sua época; um dos livros mais lidos de nossa literatura no século XIX e ainda hoje continua tendo sucesso entre o público leitor interessado em divertir-se e emocionar-se com uma narrativa simples, fácil, tipicamente romântica. "A Moreninha" é um marco do Romantismo. Foi a primeira e bem sucedida tentativa de fazer uma literatura que traduzisse o sentimento brasileiro, situada em solo nacional, com personagens que retratavam a classe burguesa em ascensão no Brasil imperial; a mesma classe a que pertenciam os leitores desse tempo que, portanto, se identificavam com a leitura, vista como lazer e informação. Centrada na temática relacionada a amores juvenis (fidelidade ao amor da infância) s trama é estruturada com base na ideia de uma aposta e gira em torno dos típicos heróis românticos que enfrentam dificuldades antes de serem "felizes para sempre". Com esta publicação, a Editora Nobel apresenta mais uma obra relevante da Literatura Brasileira, presença obrigatória em vestibulares e uma forma de entretenimento agradável e descontraída.

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    Clio picture
    Clio19/07/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A Moreninha é um dos romances tarimbados em listas de vestibular por ser um dos senão o primeiro romance brasileiro... o que não implica que a leitura seja lenta ou a escrita defasada. Joaquim Manuel de Macedo parecia escrever com a alegria típica de quem absolutamente não se sentia intimidado pela façanha e o resultado é uma história leve e fácil de assimilar. A galeria de personagens raramente ultrapassa os vinte anos, portanto não espere grandes discussões filosóficas ou morais. Os poucos diálogos mais extensos representam um papel bem simples: garantir o drama do casal de namorados. A caracterização de ambos é interessante e recheada de humor. Carolina é a típica menina de quinze anos, cheia de atrevimento e criancice. Augusto é ainda mais especial, pois como um estudante de medicina, o autor se deleita em fazer dele arrogante, sentencioso e imaturo. É uma obra surpreendentemente suave para o Romantismo, com um vocabulário relativamente simples. Pode-se dizer que ela passa longe da tragédia e ornamentação descritiva que é parte da definição desse movimento.

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