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    Letramento em EJA (Estratégias de ensino #9) -

    Maria Cecília de Magalhães Mollica

    Parábola Editorial
    2009
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788588456938
    Português Brasileiro
    3.7
    9 avaliações
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    A diversidade d níveis de tratamento social e escolar encontrada nas classes de alfabetização de jovens e adultos, tantas vezes tratada como um empecilho para o planejamento das atividades pedagógicas, além de ser respeitada e conhecida, deve ser levada m alta conta nas salas e EJA. Ao partir do conhecimento das experiências dos alunos como indivíduos "não-crianças", quase sempre excluídas da escola e provenientes de diferentes grupos culturais e sociais, o educador construir um fio condutor que interliga as vivências comuns às práticas pedagógicas. Ao agir assim, o educador passa a compreender a forma como os alunos de EJA classificam, argumentam, organizam, registram e transferem o conhecimento da vida externa para a escola, e se torna capaz de introduzir conteúdos derivados dos saberes adquiridos pelos alunos ao longo da vida, diminuindo o conflito de aprendizagem.

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    Caroline23/01/2020Resenhou um livro
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    Letramento

    Introduzida pela ideia de mostrar que o português e a matemática são indissociáveis e que os alunos podem interpretar e construir semelhanças dos conhecimentos de ambas ciências é que são aplicadas diversas atividades no intuito de analisar os níveis de associação pelos estudantes. No primeiro o conceito para Letramento é discutido e desconstruído, pois segundo as autoras letramento pode ser considerado como um conhecimento legitimado ou não, que pode se orientar baseado nas experiências e na visão de mundo dos indivíduos. Esse conhecimento embora não teorizado auxilia o ser humano para se desenvolver nas atividades e situações diversas do cotidiano. Nesse mesmo capítulo as atividades são expostas em espaços como supermercado e biblioteca usando suportes textuais, como setas, rótulos que seriam aplicadas com estudantes de baixo e médio nível de letramento. Mais tarde vai ser possível observar que muitas pessoas confundiam ou desconheciam o significado dos suportes textuais usados, ao menos nas bibliotecas considerando que aqueles indivíduos já estivessem habituados com as sinalizações usadas nesses espaços. No capítulo dois foi aplicada atividades com intuito de se observar padrões quanto as operações matemáticas apresentadas e realizadas. Foi possível observar que o público embora não tivesse domínio da matemática formal conseguiam responder e resolver as operações usando métodos próprios desenvolvido e aplicado dentro de suas próprias realidades. Já no terceiro e último capítulo é discutido o ensino de português e matemática na educação de jovens e adultos e o conceito de professores e graduandos sobre este. No geral a pesquisa tenta demonstrar as defasagens do cenário da educação brasileira e as lacunas ainda maiores no ensino de português e matemática, bem como o estereótipo que criou-se sobre essas ciências dificuldade ainda mais gritante quanto ao ensino e aprendizagem quando se trata da EJA. Sugere que a inclusão de práticas pedagógicas pelos professores dessas matérias levem em consideração o conhecimento prévio dos discentes do qual tanto Paulo Freire fala para que o aluno possa fruir desse ensino.

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    Maria Cecília de Magalhães Mollica profile picture

    Maria Cecília de Magalhães Mollica

    Formada em Licenciatura em 1971 e em Mestre em 1977 também na PUC-RIO, onde lecionou durante 15 anos. Finalizou o doutoramento em Linguística e Filologia na UFRJ, Instituição em que é docente desde 1979, tornando-se Titular em Linguística desde 2003. Desenvolveu pós doutoramento na UnB. Deste o início da carreira, ocupa cargos administrativos e de representação. Já em 90, passou a atuar na Pós-Graduação como docente permanente do Programa POSLING. Posteriormente, atuou também no PPGCI/IBICT/ECO-UFRJ e coordenou o PROFLETRAS/polo/UFRJ. É pesquisadora I do CNPq, Bolsista do Nosso Estado pela FAPERJ e responsável pelos Programas PDJ/CNPq e PNPD/CAPES, supervisionando estágio de pós doutoramento. Formou mais de uma geração de mestres e doutores, alguns dos quais já Titulares ocupando cargos de liderança em diversas Instituições de Ensino Superior. Foi líder de Pesquisa do PROGRAMA DE ESTUDOS SOBRE O USO DA LÍNGUA até 2016. Foi Diretora da Faculdade de Letras da UFRJ e Presidente da ABRALIN. Publicou inúmeros artigos em anais, periódicos científicos, no país e no exterior, além de livros e capítulos de livros em co-autoria e mono autorais na área das linguagens. Transita em fronteiras do conhecimento que envolvem a Faculdade da Linguagem Humana, Linguagens artificiais, Saúde e Educação. Além de pesquisa básica, desenvolve pesquisa aplicada no campo da Linguística Educacional, Tecnologia e Inovação, no âmbito do Paradigma da Escola Inclusiva.

    8 Livros
    3 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Maria Cecília de Magalhães Mollica