Imprensa Gay no Brasil - Entre a militância e o consumo

    Flávia Péret

    Publifolha
    2012
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788579143168
    Português Brasileiro

    Imprensa gay no Brasil reconstrói quase meio século de história da imprensa homossexual no país. Apenas nos anos 1960, revistas abertamente homossexuais começaram a ser feitas e distribuídas de mão em mão, em círculos restritos do país. Em 1978, durante o governo Ernesto Geisel, surgiu Lampião da Esquina, primeiro jornal gay de circulação nacional, que duraria até 1981. Nas décadas seguintes, enquanto os grupos de defesa dos direitos de gays e lésbicas se consolidavam, jornais, revistas e panfletos se espalharam pelo Brasil. Vencedor do concurso Folha Memória, Programa de Orientação de Pesquisa em História do Jornalismo Brasileiro (Folha/Pfizer), o livro da pesquisadora e jornalista Flávia Péret analisa os impasses e desafios enfrentados por um grupo em constante luta pela livre expressão de sua sexualidade. Imprensa gay no Brasil traz ainda depoimentos de Aguinaldo Silva e João Silvério Trevisan a respeito da criação de Lampião da Esquina e do jornalismo voltado a homossexuais.

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    Incriativos30/06/2013Resenhou um livro
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    Imprensa Gaaaay no Brasil

    O livro dessa semana é intitulado "Imprensa Gay no Brasil", da jornalista Flávia Péret. Uma amiga minha me mostrou esse livro a algum tempo quando estávamos na livraria Cultura, e já na época me interessei por ele. Como sempre, ele foi parar na minha lista de leitura, mas longe das prioridades e, portanto, adiava o momento em que ele deixaria as estantes da livraria para figurar na minha própria. Eis que minha professora de Introdução à Metodologia do Trabalho Científico nos passa um trabalho com a temática a nossa escolha. Escolhemos "A evolução da imprensa gay no Brasil" e finalmente arranjei um motivo para não mais adiar a aquisição do livro. E de fato, fico muitíssimo feliz por tal acontecimento. A primeira observação a ser feita é sobre o termo "imprensa gay", que se refere às publicações direcionadas ao público homossexual e por eles produzida. Reportagens e matérias com alusões a homossexuais em outros veículos midiáticos, então, não se enquadram nessa definição - mas nem por isso deixam de ser abordados no livro, pois constituem uma temática importante. Vale mencionar que me surpreendeu o número de publicações voltadas ao público GLS que existem ou existiram no Brasil. Para muitos, esse mercado se restringia a famosa G Maganize. E, aliás, quem nunca abriu uma edição dessa revista (como eu), ficará surpreso ao saber que ela não se restringe - ou não se restringia, originalmente - à pura pornografia. Embora hoje as colunas e matérias com temática política e cultura venham perdendo espaço nas páginas do periódico, nas suas origens eles ocupavam tanto espaço quanto o conteúdo erótico. Esse tema é muito abordado no livro de Péret, e na minha opinião de estudante de comunicação, é uma das partes mais interessantes. Também é mencionada, na obra, a censura que tal imprensa sofreu e continua a sofrer; a polêmica entre os esteriótipos e a "feminilização da homossexualidade masculina"; a aceitação social e individual da diversidade sexual. Muito bem escrito e fácil de ler, o livro pode ser devorado em uma tarde. A leitura é agradável e fluída, e pode interessar tanto ao público gay quanto a heterossexuais que simplesmente desejem se informar sobre o assunto. Resenha publicada originalmente no blog Incriativos

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