Em Deixe Pra Mais Tarde, Eduardo Timbó aborda nosso dia a dia em seus instantes mais simples, desde o ato de dobrar o lençol ou limpar a casa, e cada trecho, por mais simples que seja, faz o leitor questionar suas atitudes, tornando um livro com pouco mais de oitenta páginas algo grande e prazeroso.
Esse é o tipo de livro que deve ser apreciado e para logo após ir de mão em mão, sem destino certo e público alvo, para todas as gentes e gostos. Como disse o autor em sua introdução, ele não se sustenta em pé, não faz peso na mochila, mas ele gasta sim horas. Um pequeno verso, algumas poucas frases, e eu me encontrava pensando em quantos significados havia por trás delas, e em qual parte eu me encontrava.
Não vê que o defeito é assim
uma espécie de efeito do tempo sobre a gente?
Claro que houve poemas que gostei mais do que outros, entre eles está Chapéu Alheio, onde Deus e Freud, em uma sessão de conversa regada a vinho, faz com que Freud tome a decisão catastrófica de criar a Terra e, Deus, por conseguinte, deve eternamente assistir a tudo e a todos. Desde então, é Freud quem tudo explica. Tem algo mais cotidiano que isso?
Esse é um livro de redescobrimentos. Como eu disse, espero passá-lo de mão em mão, e que mais pessoas se encantem e deem boas risadas ao fazê-lo.
Em: http://livrosecitacoes.com/?s=timb%C3%B3