O livro pretende alcançar duas questões: Será que é seguro comer um alimento transgênico? Inserir genes de uma espécie dentro de outra não pode prejudicar o ambiente?
"Os Organismos Geneticamente Modificados, também chamados Transgênicos, são seres vivos manipulados em laboratório com a intenção de que sejam neles incorporadas uma ou mais características encontradas naturalmente em outras espécies. Na Natureza esse processo não ocorre, pois diferentes espécies não se cruzam, mas cientistas criaram um processo de transferência artificial de genes de uma espécie para outra. Através desta técnica, pode-se introduzir genes de qualquer ser vivo (por exemplo, vírus, bactérias ou animais) no código genético de qualquer outro ser vivo (como soja ou milho)."
Com mais de 20 anos da aprovação dos transgênicos no Brasil, o país hoje tem quase 100% da produção de soja, milho e algodão. Estamos entre os cinco países que mais plantam transgênicos no mundo.
Os defensores dos transgênicos dizem que para alimentar o planeta é indispensável o uso desta técnica. Porém, segundo a ONU mais de 820 milhões de pessoas passam fome no mundo. Outro argumento usado é o combate das "pragas" nas lavouras. As mesmas empresas que dominam 70% do mercado mundial de sementes geneticamente modificadas são responsáveis por mais de 60% da produção de agrotóxicos. Os impactos para biodiversidade com tanto veneno são altíssimos. As pesquisas sobre o consumo humano de comida transgênica são inconclusivas. Um grupo de países europeus restringem a comercialização de transgênicos. Aqui no Brasil o DECRETO Nº 4.680, DE 24 DE ABRIL DE 2003, diz:
Art. 2° Na comercialização de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, com presença acima do limite de um por cento do produto, o consumidor deverá ser informado da natureza transgênica desse produto.
Contudo, os alimentos transgênicos passam despercebidos para maior parte da população. Fatores como: renda baixa e restrição da informação dificultam o acesso aos alimentos orgânicos. Excelente leitura, boas reflexões