Poucos escritores brasileiros dominam tão bem a técnica do conto como Hélio de Almeida Fernandes. Os seus personagens são pra comuns, ora muito especiais. Riem, choram, sonham, gozam, como qualquer humano; ora são bons e delicados, ora são maus e perigosos. Como todo mundo. A grande variação de temas permitiu dividir o livro em três partes: na primeira, as mulheres são o centro da narrativa; na segunda parte, por histórias do cotidiano; e a terceira, é mais densa e aborda os tantos descaminhos da humanidade. Na criação da trama, na construção dos personagens e sobretudo no desfecho da história, seus contos nos deixam sempre a gostosa sensação de querer mais.
