Trilogia da Paixão - Traduzida e seguida do ensaio A puberdade repetida e a obra plural de Goethe

    Johann Wolfgang von Goethe

    Rocco
    1999
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8532510302
    Português Brasileiro

    Aos 74 anos e viúvo há sete, Goethe se apaixonou por uma jovem de 19, que era muito bonita e bem nascida. Depois de a cortejar algum tempo, acompanhando-a em passeios, chás e bailes, ele fez a Ulrike von Levetsow um pedido de casamento que não foi aceito. A decepção, em vez de abatê-lo, levou-o a escrever um dos seus mais belos poemas, a "Elegia de Marienbad", que é a parte principal da Trilogia da paixão, agora traduzida pela primeira vez no Brasil. Publicada em edição bilíngüe, o livro fez parte das comemorações dos 250 anos de nascimento do maior autor da Alemanha.

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    Ana Paula Mendes13/11/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    E amar dói!

    "Quão ligeiro a bater de asas do dia, Parecendo os minutos a empurrar! Fiel selar da noite, um beijo iria No sol vindouro assim querer ficar. As horas transcorriam tão normais E meigas como irmãs, mas nunca iguais" (Página 15, in Elegia) A trilogia é composta por "A Werther" (escrita sob encomenda para celebrar o cinquentenário de Os sofrimentos do jovem Werther), "Elegia" (escrita em setembro de 1823 para Ulrike de 17 anos, tendo o poeta 74) e por "Reconciliação (escrita em agosto de 1823 para a pianista polonesa Maria Szymanovska). Das 3, "Elegia" é a mais conhecida e perfeita: tem 23 estrofes de 6 versos com estrutura coesa e é, segundo Leonardo Fróes, "um dos espasmos mais trágicos da poesia confessional de Goethe" (página 35). A poesia foi escrita após a jovem Ulrike recusar seu pedido de casamento : nela, Goethe exalta a beleza da amada, compara seus sentimentos com a grandeza da natureza, relembra a doçura dos beijos (reais?) trocados: "Como por mim à porta ela aguardava E felizardo aos poucos me fazia, Após o último beijo me alcançava E ainda mais um nos lábios imprimia, Assim, movente e clara, e efígie amada No coração a fogo está gravada" (página 19) E chora: "Só me resta um remédio, o choro infindo." (Página 23) Trata-se de uma edição bilíngue, com comentários de Leonardo Fróes. Recomendo a leitura!

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