Alienação do Homem Moderno (Ação e Pensamento #3) - Uma interpretação baseada em Marx e Tonnies

    Fritz Pappenheim

    Brasiliense
    1967
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Êste pequeno livro, concentrando sua atenção no problema da alienação, consegue, afinal, nos dar também uma visão rápida das principais características da filosofia e da sociologia contemporâneas. Tem como subtítulo, Uma Interpretação Baseada em Marx e Tonnies, indicando, desde logo, a orientação filosófica do autor, que adota um marxismo sem preocupação de ortodoxia. O autor, FRITZ PAPPENHEIM, é um intelectual alemão que fugiu para a Espanha quando o nazismo dominou seu país. Participou da Guerra Civil Espanhola; terminada esta, passou certo período em um campo de concentração na França, já durante a Segunda Guerra Mundial. Finalmente, em 1941, conseguiu viajar para os Estados Unidos, onde reside até hoje. Embora as conclusões e propostas de TONNIES e de MARX sejam muito diversas, o primeiro baseou-se livremente no segundo para desenvolver sua teoria. PAPPENHEIM passa então a examinar a teoria da alienação de MARX. Sua teoria é conhecida, de forma que traçaremos apenas suas linhas básicas. O processo histórico desembocou no capitalismo. Êste caracteriza-se pela existência da mercadoria, na qual o valor de uso é separado do valor de troca, dando-se importância apenas a êste. Antes do capitalismo já existiam mercadorias, mas é nesse sistema que a mercadoria se torna o fenômeno econômico dominante. O homem produz mercadoria, que passa a adquirir valor próprio, vida independente. E, através desta base, tudo vai sofrendo um processo de coisificação, de reificação, a partir do próprio trabalho humano, também transformado em mercadoria. O valor de troca, dentro do contexto da propriedade privada, torna-se a categoria suprema. Tudo retém valor na medida em que pode ser trocado. Passamos a possuir um valor de troca abstrato e não o próprio objeto. O sujeito, o homem, separa-se, assim, do objeto, empobrece-se e aliena-se, incapaz de exercer sua liberdade, dada sua escravidão à mercadoria.

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