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    Lector in fabula -

    Umberto Eco

    Perspectiva
    2004
    219 páginas
    7h 18m
    ISBN-12: _8527302985_
    Português Brasileiro
    4.2
    25 avaliações
    Leram67Lendo10Querem142Relendo1Abandonos2Resenhas1
    Favoritos4Desejados142Avaliaram25

    As questões que Umberto Eco coloca nesta obra são, na aparência, muito simples, mas, na realidade, fundamentais para uma teoria da leitura de um texto ficcional. Com efeito, as perguntas básicas subjacentes à sua análise são: Quem é efetivamente o leitor de uma fábula? Qual o seu papel? Como e em que medida entra nesta decodificação a sua interpretação? Mas, para responder a tais indagações, o leitor de Lector in fabula recorre a todos os elementos fornecidos pela pesquisa semiótica moderna e, sobretudo, à proposta do ato de leitura que Roland Barthes consubstanciou na expressão 'prazer do texto'. Pois, na verdade, para Eco, não menos do que para o crítico francês, trata-se de declarar não apenas 'o que' um texto proporciona, mas também 'por que' aquilo que proporciona está indissoluvelmente ligado à fruição do objeto atualizado. No encalço sistemático e pertinaz desses alvos, Lector in fabula não poderia permanecer apenas no plano abstrato. E, sem dúvida, é magistral a aplicação que Umberto Eco faz das noções e estruturas que levanta, no discurso teórico, voltando o seu foco para a microanálise de um exemplo concreto. É claro que o relato de Alphonse Allais se ajusta perfeitamente, por sua composição e estilo, ao propósito do analista; mas o que resulta dessa incisão crítica é um notável esclarecimento, transparente não só para o estudioso dessas matérias, de como se organiza e funciona a máquina textual, qual o jogo que ocorre entre 'o dito' e 'o não dito', o que se desenha nos interstícios e nos espaços em branco e quais os possíveis desenvolvimentos feitos, sob a forma de 'capítulos fantasma', pelo receptor-leitor, isto é, em virtude de quais estratégias e que enciclopédias ledoras um texto desempenha a contento o seu papel, realizando-se como universo ficcional.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa picture
    Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa18/05/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Trata-se aqui da lógica da construção de mundos e personagens na literatura, e sobre como o sucesso dessa elaboração depende dos conhecimentos ("enciclopédia") do leitor. Umberto Eco mostra que uma obra literária não é uma entidade completa em si mesma: precisa da cooperação ativa de um leitor com certa cultura e certos conhecimentos para ser realizada.

    1 curtida

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    4.2 / 25
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    Umberto Eco

    Semiólogo, crítico, professor e romancista italiano, dedicou-se à estética, filosofia da linguagem, teoria da literatura e da arte e sociologia da cultura. Tornou-se famoso ao grande público com sua obra literária, notadamente com <i>Il nome della rosa</i>.

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    Piemonte, Itália

    Umberto Eco