José Alcides Pinto – não omitir o José, pois que isso lhe acarreta tanto azar quanto passar por debaixo da escada… – está completando com este O Enigma a trilogia de romances que intitulou “O Tempo dos Mortos”. Precederam-no Estação da Morte e O Sonho, editados respectivamente, por José Álvaro, Editor (Rio, 1968), e pela Editora Henriqueta Galeno (Fortaleza, 1974). O conjunto, cheirando a hospital e cemitério, situa-se numa linha introspectiva, de integração psicológica, num universo esotérico, sem perder de vista o fantástico, que se apresenta como clima primordial de sua criatividade, quer nos domínios da “estória longa”, quer nos da poesia, contrariamente à série que compõe a chamada “Trilogia dos Mortos”. Com efeito, para escrever O Dragão (já em segunda edição), Os Verdes Abutres da Colina e João Pinto de Maria (Biografia de um louco), utilizou ele de uma linguagem narrativa fantástica que se distancia, por isso mesmo, do tradicional, sob esse aspecto, do romance nordestino. O autor nos desperta a atenção, sobretudo, para a ampla visão que demonstra ter da criação literária nos diversos campos em que esta se manifesta, revelando um comportamento de coerência e afirmação somente atingido por aqueles que já alcançaram a consciência plena da criação literária, como ficcionistas e poetas. Procurem, pois, decifrar O Enigma e depois concluam se andei exagerando. (Orelha do livro, assinada por Faria Guilherme)
O enigma -
José Alcides Pinto
Quetzal / Bertrand
1974
118 páginas
3h 56m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
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