Uma análise genealógica parte frente a psicologia, ou seja, esse discurso demonstra como esta consolidou-se desde de Wundt, onde uma crítica a prática normalizante se dá em viés dessa psicologia primeira partir para o controle dos indivíduos por e através de figuras universais que edificam um sujeito uno, mesmo que a psicologia não se enquadre, segundo essa visão, em um campo científico, já que seu objeto não é estudado e comprovado empiricamente. Nisso, a psicologia age como poder, através daquilo que propõe como instâncias da sociedade. A questão genealógica que busca uma compreensão dos poderes e de como esses edificaram-se, respinga na ciência, na cultura e por ventura, na psicologia, psicologia que tivera como estratégia inicial e ainda adotada em boa parte por aqueles que cunham um olhar mais positivista, a norma. Monitorando os sujeitos para que esses adequem-se a uma espécie de sujeito global, que é analisado e tratado por essa mesma psicologia adaptativa. Portanto, propõe-se uma intervenção a psicologia, para que essa não se estatize e problematize questões que estão sempre no percurso do devir.