A Carteira de Meu Tio -

    Joaquim Manuel de Macedo

    L&PM
    2010
    154 páginas
    5h 8m
    ISBN-13: 9788525411280
    Português Brasileiro

    "A carteira do meu tio de Joaquim Manuel de Macedo, diferente de A moreninha e de seus mais famosos romances, mas não menos importante, trata de forma bem-humorada da política do Brasil do Segundo Império. Por intermédio de seu personagem principal, o autor descreve o político brasileiro da época e que bem poderia ser o de hoje. O protagonista da história é um jovem cujo tio financia sua viagem de estudos à Europa, na qual ele só se preocupa em aproveitar a vida e faz tudo menos estudar. Na volta, inquirido pelo tio sobre seu futuro, decide tornar-se político, aquilo que considerava a melhor maneira de enriquecer e ter poder sem ter de trabalhar tanto assim. O tio, reconhecendo, de início, no sobrinho duas características indispensáveis para exercer essas profissão - era um impostor e um atrevido -, exige que antes de entrar na vida pública ele viaje a cavalo pelo Brasil para reconhecer seu povo e suas necessidades. Nesta viagem, o autor fornece uma rica e bem-humorada imagem da política e dos políticos da época, que impressiona pela semelhança com a época atual." (Péssimo e repetitivo resumo, mas é o que está na contra-capa do livro)

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    Felipe Souza Gonçalves21/12/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

     Eu não dava nada para este livro. Achei que seria mais uma obra pouco conhecida, exaustiva e de cunho filosófico que os vestibulares costumam cobrar. A Carteira de Meu Tio me surpreendeu de tal modo que o li nas duas vezes que o abri.  O autor, Joaquim Manuel de Macedo, nos conta a história de aprendizagem de um rapaz, sobrinho de um tio rico e o qual o influencia a vagar Brasil a dentro para sua formação como cidadão por um prisma político-constitucional. Por meio de situações simples e cotidianas o "sobrinho" aprende que a tal magnifica Constituição imposta por D. Pedro I em 1824 não é tão magnifica quando posta em prática. Com o auxilio do pobre porém sábio compadre Paciência o jovem fidalgo preenche a carteira de seu tio, uma espécie de diario de bordo com reflexões profundas, muitas vezes de cunho filosófico sobre desavenças entre as diversas classes sociais e as injustiças vividas pelos menos favorecidos. Em conclusão, o antes superficiall sobrinho aprende que antes do progresso material é preciso o progresso moral para que se tenha uma sociedade estruturada e plenamente fundada nos princípios de um constituição que pode sim ser magnifica.

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