Estados e revoluções sociais - Análise comparativa da França, Rússia e China

    Theda R Skocpol

    Editorial Presença
    1985
    343 páginas
    11h 26m
    ISBN-13: 9789722301145
    Português Brasileiro

    Estruturas do Estado, forças internacionais e relações de classe: Theda Skocpol mostra como os três se combinam para explicar as realizações e realizações das transformações social-revolucionárias. As revoluções sociais têm sido raras, mas inegavelmente de enorme importância na história do mundo moderno. Estados e revoluções sociais fornecem um novo quadro de referência para analisar as causas, os conflitos e os resultados de tais revoluções. Ele desenvolve uma análise histórica comparativa de três casos principais: a Revolução Francesa de 1789 até o início dos anos 1800, a Revolução Russa de 1917 até os anos 1930 e a Revolução Chinesa de 1911 até os anos 1960. Acreditando que as teorias existentes da revolução, tanto marxistas quanto não-marxistas, são inadequadas para explicar os padrões históricos reais das revoluções, Skocpol nos exorta a adotar novas perspectivas. Acima de tudo, ela sustenta que os Estados concebidos como organizações administrativas e coercitivas, potencialmente autônomas dos controles e interesses de classe, devem ser considerados centrais para as explicações das revoluções. Skocpol afirma que as revoluções sociais são transformações rápidas e básicas das estruturas de estado e classe de uma sociedade. Ela distingue isso de meras rebeliões, que envolvem uma revolta de classes subordinadas, mas podem não criar mudanças estruturais, e de revoluções políticas que podem mudar as estruturas de estado, mas não as estruturas sociais. O que é único sobre as revoluções sociais, ela argumenta, é que as mudanças básicas na estrutura social e na estrutura política ocorrem de uma forma que se reforça mutuamente e essas mudanças ocorrem por meio de intenso conflito sociopolítico. Uma convergência de rebelião camponesa, por um lado, e pressões internacionais que causam o colapso do estado, por outro lado, causam movimentos sociais revolucionários. O livro foi altamente influente no estudo das revoluções e foi creditado por inaugurar um novo paradigma.

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    Pablo Pax06/02/2025Resenhou um livro
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    As revoluções não se fazem, surgem...

    As revoluções não se fazem, elas surgem. No mundo moderno elas surgiram a partir de dois fatos: o colapso do Estado autocrático, em suas bases administrativas e militares (servidores e soldados se voltam contra o rei e a nobreza), e a revolta dos camponeses (e não do proletariado) contra as classes dominantes (os latifundiários). Encontramos estes dois fatos sociais em três grandes revoluções: França, 1789, China, 1911, Rússia, 1917. É por isso que não houve revoluções em países como EUA, Alemanha e Inglaterra (e também no Brasil), embora Revoltas, assim como protestos, tenham sido muito comuns. A diferença entre revoltas e revolução é que as primeiras são fenômenos sociológicos mais restritos, sem a amplitude da segunda, na qual toda a estrutura socioeconômica de um país ou duma sociedade se transforma, para pior ou melhor segundo diferentes interpretações teóricas e os fatos levados em conta. Tais são as premissas dessa obra clássica das ciências sociais, que sacudiu a academia quando de seu lançamento (1979) porque saiu das interpretações comuns de sua época, em especial a de que os operários industriais seriam os agentes revolucionários por excelência da modernidade.

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